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Bombardeios em diferentes bairros de Aleppo matam 23

O governo sírio acertou com grupos rebeldes da cidade de Daraya que entreguem as armas. Em troca, o regime promete "regularizar" a situação dos combatentes

Por Da redação 25 ago 2016, 21h22

Pelo menos 23 civis morreram nesta quinta-feira e dezenas ficaram feridos após o lançamento de foguetes e barris explosivos sobre bairros controlados pelo governo da Síria e pela oposição na cidade de Aleppo, no norte do país, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

No ataque mais sangrento, pelo menos 15 pessoas, entre elas seis crianças e duas mulheres, morreram em um bombardeio com um barril explosivo sobre o bairro de Bab al Nairab, no sudeste de Aleppo, que está nas mãos dos rebeldes.

O Exército do ditador Bashar Assad costuma usar esse tipo de armamento pouco preciso sobre zonas povoadas por civis, de acordo com o Observatório Sírio.

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Outras oito pessoas perderam a vida pelo impacto de projéteis sobre os bairros controlados pelo governo na parte oeste da cidade. Segundo a ONG, os foguetes caíram sobre Saladino, Al Zahra, Al Suleimaniya, Al Yabriya, entre outros.

O Observatório alertou que o número de vítimas mortais deve aumentar porque há várias pessoas em estado grave.

A cidade de Aleppo foi palco nas últimas semanas de combates e bombardeios entre as forças sírias e os grupos armados opositores, que recrudesceram diante da tentativa de ambos os lados de cercar as zonas da cidade controladas por seus rivais.

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Quase 1.400 pessoas morreram e mais de 8.000 ficaram feridas dede 22 de abril em Aleppo, segundo dados do Observatório.

Acordo

Nesta quinta-feira, o governo sírio acertou com as facções rebeldes da cidade de Daraya, nos arredores de Damasco, que entreguem as armas em troca de que os combatentes possam “regularizar” sua situação, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. O acordo inclui a entrega de armas pesadas e médias dos rebeldes que se encontram nessa cidade, sitiada pelo governo desde o ano de 2012.

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Além disso, milhares de civis ficarão na cidade com o compromisso do governo de que não fará represálias contra eles. O acordo facilita para os combatentes sair da cidade junto com suas famílias para um local ainda não determinado.

Por outro lado, a agência oficial de notícias Sana informou que este pacto permitirá a saída de 4.000 homens e mulheres rumo a centros de refúgio.

A ONU afirmou que em Daraya há cerca de 4.000 pessoas sitiadas, mas o Conselho Local da cidade assegura que o número chega a 8.300.

De acordo com dados das Nações Unidas, quase 600 mil pessoas vivem em populações sitiadas da Síria, a maior parte em regiões bloqueadas pelo governo.

(Com EFE)

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