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Berlusconi manteve contatos com líderes internacionais após renúncia

Por Da Redação 15 nov 2011, 18h24

Roma, 15 nov (EFE).- O ainda primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, manteve nos últimos dias uma série de contatos por telefone com líderes internacionais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, às vésperas da formação do novo governo italiano, liderado pelo economista Mario Monti.

Segundo um comunicado da Presidência do governo italiano divulgado nesta terça-feira, Berlusconi falou por telefone com Obama nesta mesma terça-feira, ao término de uma rodada de contatos com líderes internacionais que se prolongou durante os últimos dias.

Esses contatos incluem a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o ex-presidente americano George W. Bush.

Além do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, Berlusconi também conversou com o presidente do país, Dmitri Medvedev, que, segundo o comunicado, lhe enviou uma carta.

Na carta, diz a nota, Medvedev agradece a Berlusconi ‘pelo prezado trabalho desenvolvido em favor do desenvolvimento das relações bilaterais e pela estimada contribuição de experiência no âmbito internacional ‘em sua qualidade de um dos políticos mais especialistas e reconhecidos do mundo”.

A mensagem da Presidência do governo da Itália vem após o anúncio de que nesta quarta-feira o ex-comissário europeu Mario Monti formalizará ao presidente da República, Giorgio Napolitano, sua aceitação formal do cargo de primeiro-ministro e apresentará a composição de seu futuro Gabinete.

Monti recebeu a incumbência de formar um novo governo por parte de Napolitano no domingo passado, um dia depois de Berlusconi apresentar sua renúncia no sábado, quando o Parlamento italiano aprovou as primeiras reformas econômicas exigidas pela União Europeia (UE), após ter constatado a perda de sua maioria absoluta dias antes.

Assim que Monti anunciar a composição de seu Gabinete, o Parlamento italiano terá de votar a posse do novo Executivo, trâmite que pode ocorrer já na próxima quinta-feira para tentar passar segurança aos mercados sobre a solvência financeira do país. EFE

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