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Ataque israelense a escola em Gaza mata ao menos 27 pessoas e deixa centenas feridas

Bombardeio foi realizado enquanto as Forças de Defesa de Israel ampliam ofensiva no enclave palestino

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2025, 16h11

Ao menos 27 pessoas foram mortas nesta quinta-feira, 3, em um bombardeio israelense à escola Dar al-Arqam, transformada em abrigo, na Cidade de Gaza. Três mísseis foram lançados contra o local, situado no bairro de al-Tuffah, informou o porta-voz da agência de defesa civil, Mahmoud BassalO ataque foi realizado enquanto as Forças de Defesa de Israel (TPI) ampliam a ofensiva no enclave palestino, que será dividido por um corredor de segurança, como anunciou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na véspera.

Em declaração, o Exército israelense alegou que tomou precauções para evitar vítimas civis na explosão, que supostamente mirou em um centro de controle do grupo palestino radical Hamas, em guerra com Israel desde outubro de 2023. No entanto, centenas ficaram feridos. Outras 20 pessoas foram mortas em um ataque aéreo no subúrbio de Shejaia, também em Gaza. O Ministério de Saúde palestino registrou 97 vítimas nas últimas 24 horas.

Segundo as FDI, mais de 600 “alvos terroristas” foram atingidos desde o colapso do cessar-fogo, que havia entrado em vigor em janeiro, em 18 de março. Estima-se que 1.163 palestinos foram mortos em bombardeios após o fim da trégua. Ao mesmo tempo, Israel ordenou que a população saísse do sul do enclave, para onde haviam sido realocados anteriormente a mando de Tel Aviv. Agora, centenas de milhares de pessoas fogem às pressas de Rafah, em um dos maiores deslocamentos em massa desde os ataques de 7 de outubro.

+ Israel está ‘tomando territórios’ para ‘dividir’ Gaza em corredor de segurança, diz Netanyahu

Gaza dividida

Na quarta-feira, Netanyahu anunciou que as forças do país estavam “tomando território” e que planejava “dividir” a Faixa de Gaza, de forma a criar um corredor de segurança controlado pelo governo israelense. A declaração ocorreu poucas horas após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciar que o Exército pretendia expandir a guerra contra o Hamas, a fim de tomar “grandes áreas” no território.

Líder de um dos partidos ultrarreligiosos de extrema direita que sustentam o governo de Netanyahu, Katz defende que Israel deve controlar o território para combater o terrorismo, uma noção que vai contra o direito internacional, além de afastar ainda mais a solução de dois estados com a criação de um país para os palestinos.

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“Hoje à noite, mudamos de marcha na Faixa de Gaza. O Exército está tomando território, atacando os terroristas e destruindo a infraestrutura”, disse o premiê em declaração de vídeo. “Também estamos fazendo outra coisa – tomando a ‘rota Morag’. Esta será a segunda rota Philadelphi, outra rota Philadelphi”, acrescentou ele, referindo-se a um corredor controlado por Israel na fronteira Egito-Gaza.

“Como estamos atualmente dividindo a faixa, estamos adicionando pressão passo a passo, para que nossos reféns nos sejam entregues.”

Morag era um assentamento judeu que ficava entre Rafah e Khan Younis. O nome sugere, portanto, que um novo corredor foi estabelecido para separar as cidades ao sul. Após a eclosão da guerra, as Forças de Defesa de Israel (FDI) passaram a controlar zonas-tampão, como são chamadas áreas desmilitarizadas que dividem dois territórios, ao redor de Gaza. Ao todo, os soldados israelenses tomaram 62 km², ou 17% do território, desde 7 de outubro de 2023.

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