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Apple divulga lista com dados pedidos pelos governos

De acordo com a empresa, governos alegam que buscam informações para solucionar roubos, encontrar autores de sequestros, ou impedir suicídios

Por Da Redação 6 nov 2013, 06h39

A Apple divulgou nesta terça-feira uma lista com detalhes das solicitações feitas por governos de todo o mundo de informações sobre seus consumidores – e criticou a postura das autoridades, que limitam as explicações sobre os pedidos que fazem. O governo dos Estados Unidos, que realizou entre 1 000 e 2 000 solicitações entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, ocupa o topo da lista de nações que mais pedidos fizeram à Apple.

A maioria das demandas, segundo a empresa, é feita pelas autoridades que “buscam informações em casos de roubos, ou outros delitos, para encontrar autores de sequestros, ou impedir suicídios”. Em documento de sete páginas a Apple informou ainda que o governo americano autorizou apenas a divulgação de um número limitado de informações sobre os dados solicitados à companhia. Os pedidos dos EUA atingiram um volume entre 2 000 e 3 000 contas. A Apple não especificou quantos dados conseguiu reunir, afirmando apenas que o número ficou entre zero e 1 000.

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“Nós nos opomos firmemente à ordem de não publicação”, afirma o documento da Apple, defendendo maior transparência sobre os dados que foram pedidos por Washington. “Apesar dos nossos esforços nesse terreno, ainda não conseguimos que nos seja permitido dizer claramente aos nossos clientes com qual frequência e sob quais circunstâncias temos de fornecer informações às agências do governo americano”, ressaltou o grupo.

Fora dos Estados Unidos, a empresa recebeu centenas de demandas, sendo 127 da Grã-Bretanha; 102 da Espanha; 93 da Alemanha; 74 da Austrália; e 71 da França. “Nosso negócio não depende do armazenamento de dados pessoais. Nós não temos nenhum interesse em acumular informações pessoais sobre os nossos clientes”, disse a Apple no relatório.

Desde que as revelações iniciais sobre vigilância da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês) vieram à tona no início deste ano, houve um aumento no número de empresas de tecnologia que passaram a liberar voluntariamente estatísticas sobre os pedidos governamentais que recebem. A Apple se junta ao Facebook, Yahoo e outras empresas numa prática que está rapidamente se tornando padrão da indústria.

(Com agência AFP)

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