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Álvaro Uribe nega qualquer aliança com o crime organizado

General responsável por sua segurança entre 2002 e 2006 se declarou culpado de cumplicidade com paramilitares na Colômbia. Ex-presidente se sente 'traído'

Por Da Redação - 21 ago 2012, 09h20

O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe negou nesta segunda-feira qualquer aliança do seu governo com o crime organizado, após o general reformado Mauricio Santoyo se declarar culpado, nos Estados Unidos, de cumplicidade com os paramilitares. Uribe lamentou que o general Santoyo, responsável direto por sua segurança entre 2002 e 2006, tenha traído sua confiança.

“Nosso apoio às Forças Armadas foi para fortalecer o estado e jamais para permitir alianças com criminosos”, escreveu o ex-presidente Uribe (2002-2010) em sua conta no Twitter. Em entrevista posterior a uma rádio colombiana, Uribe esclareceu que não se arrepende de ter promovido Santoyo a general da polícia, porque jamais teve motivos para suspeitar de sua honra.

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Santoyo foi comandante do Corpo de Elite Antiterrorista da polícia antes de ficar encarregado da segurança de Uribe. O general se entregou em julho passado às autoridades americanas e nesta segunda-feira admitiu ter apoiado e protegido, entre 2001 e 2008, as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), organização que agrupava os paramilitares.

A admissão faz parte de um acordo com as autoridades americanas pelo qual foi retirada a acusação de colaboração com o tráfico de drogas que pesava sobre Santoyo. As AUC, financiadas em parte pelo narcotráfico, cometeram numerosas e gravíssimas violações contra a população civil durante o conflito com as guerrilhas de esquerda. Os paramilitares se desmobilizaram entre 2003 e 2006, durante o processo de paz promovido por Uribe.

(Com agência France-Presse)

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