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A dura reação da China ao ‘bullying’ das tarifas de Trump

Na véspera, republicano anunciou tarifas 'recíprocas' para uma série de países, desde o Brasil até ilhas na Antártida onde só vivem pinguins

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 3 abr 2025, 21h58 - Publicado em 3 abr 2025, 13h05

Um dia após o tarifaço de Donald Trump, a China instou nesta quinta-feira, 3, os Estados Unidos a desistirem de impor taxas de 54% sobre os produtos chineses. Na véspera, o republicano anunciou tarifas “recíprocas” para uma série de países, desde o Brasil até ilhas na Antártida onde só vivem pinguins. Segundo o Ministério do Comércio da China, a decisão americana rompe com anos de negociações voltadas para o equilíbrio comercial entre os dois países.

“A China se opõe firmemente a isso e tomará contramedidas para proteger seus próprios direitos e interesses”, disse o ministério chinês. “Os Estados Unidos estabeleceram as chamadas ‘tarifas recíprocas’ com base em avaliações subjetivas e unilaterais, o que é inconsistente com as regras do comércio internacional e prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos das partes relevantes.”

O ministério criticou a medida que é uma peça central no esforço de Trump para reformular as regras do comércio internacional como “prática típica de intimidação unilateral”, ao mesmo tempo em que pediu aos EUA que cancelassem as tarifas e “resolvessem adequadamente as diferenças com seus parceiros comerciais por meio de um diálogo igualitário”.

Pequim entrou no centro das tarifas impostas pelos EUA. Trump anunciou que o país será alvo de novos impostos de 34%, além dos 20% divulgados no início do ano, quando o republicano retornou à Casa Branca. Em campanha, ele havia prometido que o gigante asiático seria taxado em 60%. O tarifaço entrará em vigor em 9 de abril, mas exportadores chineses enfrentarão uma tarifa básica de 10 a partir de sábado.

No anúncio, marcado por um discurso de mais de uma hora, Trump afirmou que tinha “grande respeito pelo presidente Xi (Jinping) da China, grande respeito pela China”, mas alegou que o país estava “tirando uma tremenda vantagem” dos EUA. Em seguida, ele destacou que os chineses “entendem exatamente o que está acontecendo e eles vão lutar”.

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+ UE diz que tarifaço é ‘golpe na economia global’ e países iniciam resposta a Trump

Reação europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou nesta quarta-feira, 3, que as amplas tarifas de Trump são um “golpe na economia global” e produzirão “consequências terríveis” para milhões de pessoas. Ela afirmou que não há “nenhum caminho claro para atravessar a complexidade e o caos que está sendo criado à medida que todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos são atingidos”, mas insistiu que a coesão da União Europeia “é a nossa força” e o bloco está preparado para responder com contramedidas calibradas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou as tarifas “sem precedentes”, falando de um retorno ao “protecionismo do século XIX”, ao passo que propôs um novo pacote de 14,1 bilhões de euros (R$ 88,21 bilhões) para apoiar a economia nacional em resposta a Trump. Ele também disse que a Europa deve implementar contratarifas e outras medidas de retaliação, e criar um fundo de assistência financiado com receitas de taxas impostas aos Estados Unidos.

O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, enfatizou a necessidade de uma resposta unida do bloco ao “aumento tarifário mais disruptivo em 90 anos”, dizendo que é preciso aproveitar o fato de ter o maior mercado único do mundo. ” A força da Europa é a nossa força”, disse ele, acrescentando que esperava por “uma solução negociada”. Já o chanceler da França, Jean-Noël Barrot, em Bruxelas para reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alertou que as novas medidas “terão consequências negativas para a economia americana e as economias dos membros da aliança (Otan) como um todo”.

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