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Substituto de Ganso, F. Anderson vê críticas como ânimo a mais

Apontado como uma das maiores promessas do Santos para os próximos anos, o meia Felipe Anderson tem convivido com a desconfiança, tanto do técnico Muricy Ramalho como de boa parte da torcida. Mas o jovem jogador, de apenas 19 anos de idade, procura não se abater com as críticas, pelo contrário.

Para Felipe Anderson, os questionamentos ao seu futebol fazem com que ele tenha vontade de trabalhar ainda mais para provar o seu valor dentro do clube. ‘Eu ainda não me vejo como uma realidade. Não fiz tudo o que eu sei no profissional, mas tenho certeza que, uma hora, as coisas vão dar certo. Por isso, só estou pensando em jogar bola. Essas críticas me dão ainda mais vontade de ir a campo, correr mais e fazer o possível para que tudo saia bem’, disse o meio-campista, alvo constante de duras avaliações do treinador.

Sem se impressionar com a situação ou rebater as declarações de Muricy, que já lhe cobrou mais atitude para deixar de ser uma ‘eterna promessa’, Felipe Anderson espera convencer o chefe do seu potencial com a camisa santista.

‘Eu vejo como um ânimo a mais, pois não estou fazendo as coisas direito. Respeito muito o Muricy, que é um profissional muito experiente e vencedor. Se ele está falando, está errado mesmo. Mas não vejo as críticas que ele faz somente pelo lado negativo. Por um lado, noto que ele enxerga potencial em mim. Se ele está me cobrando é porque acha que eu posso dar mais’, comentou.

Com a possibilidade de assumir uma vaga no meio-campo alvinegro, caso Ganso seja realmente convocado para a Seleção Brasileira, que irá disputar os Jogos Olímpicos de Londres (Inglaterra) – o goleiro Rafael e o atacante Neymar também devem ser lembrados pelo técnico Mano Menezes -, Felipe Anderson quer aproveitar a sequência de jogos no Brasileirão, para conquistar seu espaço no Santos.

‘Não recebo isso como uma última chance. Eu sei que sou novo, tenho muito a mostrar. Porém, essa é uma grande chance que eu tenho, de poder mostrar tudo o que eu sei. Na base, sempre joguei no meio e falavam que eu atuava parecido com o Ganso. Eu chegava por trás, centralizado, mas ele (Muricy) me vê como um ponta, com mais velocidade pela lateral Independentemente de fazer gol, dar passe, quero ajudar o time e ganhar a confiança do Muricy’, encerrou.