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Sem salários há quatro meses, Giba vê emocional como obstáculo no Bugre

Por Da Redação 15 nov 2011, 13h33

Nesta terça-feira, jogadores e funcionários do Guarani completam quatro meses sem receber salários, e a diretoria do clube ainda não se posicionou quanto à previsão de pagamento. Por conta dessa situação, Aislan, Chiquinho, Mika e Felipe Adão já pediram a rescisão do contrato e o último, inclusive, deve mover um processo contra o clube.

Depois da derrota sofrida diante do Paraná no último sábado, o clube ficou na 14posição com 46 pontos, apenas um a mais que o São Caetano, primeiro time da zona de rebaixamento. Na dependência de uma vitória para chegar aos 49 e finalmente espantar o risco de cair para a Série C, o técnico Giba adota o discurso de pensar ‘jogo a jogo’, mas a questão é que o Bugre não vence a duas rodadas e o sonho é só adiado.

Tendo apenas Salgueiro e Goiás pela frente, o técnico não quer deixar tudo para a última partida, mas tem consciência de que o fator emocional por conta das dificuldades financeiras tem sido crucial para o time não conseguir espantar a má fase: ‘Depois que acabou o jogo contra o Paraná, eu disse a eles que foram mal, mas não há motivo para crise. Estamos na parada e só depende de nós, desde que façamos bem nossa parte. Durante o campeonato todo foi assim: quando nosso time perde não consegue se recuperar em seguida, isso mostra como funciona o emocional do grupo, por isso eu queria ter empatado o jogo, para depois voltar a subir. É assim que entendo por conhecer nosso grupo, mas vamos trabalhar direito e buscar a vitoria no próximo jogo, que também sabemos que não será um jogo fácil’.

O complicado adversário deste sábado, às 17 horas (de Brasília) é o já rebaixado Salgueiro que, para o lateral João Paulo, jogará pelo futuro diante do Guarani: ‘Eles são profissionais e vão entrar 100% para ganhar da gente nessa partida, principalmente por ser final de temporada. Vai ter muita gente assistindo para contratar para o ano que vem, e eles vão querer vencer. Temos que ser cuidadosos’.

O meio-campista Felipe retorna ao time depois de sete rodadas, ao passo que Renato Ribeiro, contratado para ser o principal jogador de criação da equipe, não deve retornar em 2011 e seguir o caminho de outros atletas na quebra do vínculo junto ao Bugre.

Susto de Dadá

A viagem do volante Dadá para sua terra natal, Belém do Pará, pegou a todos no Guarani de surpresa, já que ele poderia fazer parte da lista de jogadores que estão rescindindo contratos. No entanto, o jogador que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo do duelo diante do Salgueiro, pediu permissão à diretoria e vai apenas visitar os familiares.

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