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São-paulinos admitem abatimento com críticas da torcida

Por Fernando Faro

São Paulo – As fortes manifestações da torcida antes e durante o jogo foram sentidas pelos jogadores. Alguns dos atletas admitiram que o rendimento foi ainda pior do que o esperado por causa das constantes ofensas vindas das arquibancadas. O elenco sabe que os próximos dias serão de cobranças, mas apostam no longo prazo para voltar a viver a tranquilidade que imperava.

“Estamos tentando dar nosso máximo, é chato ser xingado a toda hora, ninguém gosta disso. Eles têm razão em parte por causa da eliminação, que era uma coisa que nós não esperávamos. Precisamos reconquistar a torcida e isso não será de um dia para o outro, isso só vem com o tempo”, resumiu o zagueiro Rhodolfo.

Um dos principais alvos, o técnico Emerson Leão, minimizou o ocorrido e disparou contra as duas principais organizadas responsáveis pelos protestos. “O atleta profissional precisa estar preparado para esse tipo de pressão. Se abater com essa pequena torcida que está aqui, não pode. O que fizeram aqui foi premeditado, orquestrado”, reclamou o treinador.

Apesar da aparente tranquilidade na entrevista coletiva, o treinador deve ser ainda mais pressionado nos próximos dias. Parte da diretoria quer sua demissão imediata, mas o presidente Juvenal Juvêncio não quer se desfazer dele sem ter um outro nome engatilhado.

Na avaliação do dirigente, seria um risco entregar a equipe nas mãos de um técnico sem expressão ou escalar mais uma vez o auxiliar Milton Cruz para ocupar o cargo interinamente, como feito nas últimas demissões. Dependendo de como a semana transcorrer, porém, as coisas podem mudar de figura.