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Ron Dennis, ex-chefe de Ayrton Senna, deixa a McLaren

Depois de 35 anos, Dennis foi afastado pelos sócias da equipe. Desde 1980, McLaren faturou na F1 dez títulos mundiais de pilotos e sete de construtores

Por Da redação - Atualizado em 15 nov 2016, 19h50 - Publicado em 15 nov 2016, 19h21

A McLaren confirmou nesta terça-feira a saída do antigo diretor executivo da escuderia, Ron Dennis. O dirigente foi obrigado a renunciar ao cargo na equipe onde trabalhava desde 1980, período em que liderou o time inglês em uma época bastante vitoriosa na Fórmula 1, como nos três títulos mundiais de Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991). Dennis é dono de 25% do grupo McLaren e as outras fatias pertencem ao magnata saudita Mansour Ojjeh (25%) e ao grupo de investidores do Bahrein chamado Mumtalakat, detentor de 50%. Ambos decidiram não renovar o contrato de Dennis, que acaba em janeiro. Assim, ele optou por sair da escuderia.

Em comunicado, Dennis criticou a decisão dos sócios. “Estou decepcionado com a decisão dos principais acionistas da McLaren. Eles me forçaram a assumir uma licença remunerada, apesar das recomendações do restante da equipe de gestores sobre potenciais consequências dessas ações no negócio.”

A McLaren viveu brigas internas pelo comando nos últimos anos. O próprio Dennis tentou apelar à Justiça contra a decisão dos demais sócios de afastá-lo. A imprensa inglesa especula que um grupo chinês deve comprar a equipe por cerca de 7 bilhões de reais.

Nos 36 anos de Ron Dennis como chefe, a McLaren faturou 10 títulos mundiais de pilotos e sete de construtores. Na atual temporada, com o inglês Jenson Button e o espanhol Fernando Alonso, a equipe é a apenas a sexta colocada no campeonato dos construtores.

(Com Estadão Conteúdo)

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