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Relembre dez polêmicas do futebol no ano de 2011

Durante uma preleção do técnico Vanderlei Luxemburgo para a partida contra o Bahia, um jogador do Flamengo soltou gases, arrancando risos dos companheiros e desconcertando o professor, que ficou irritado. Luxa abandonou a reunião e pediu para que o atleta se identificasse, mas isso não aconteceu. O rubro-negro perdeu para o tricolor baiano por 3 a 1.

Prestes a completar sete jogos pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro, o atacante Kleber recebeu uma proposta do Flamengo e não entrou em campo até a situação ser resolvida. Após negociações entre as duas diretorias, o jogador afirmou que a chance de sair do Palestra Itália era zero e permaneceu. Após nova polêmica, desta vez com o técnico Luiz Felipe Scolari, ele foi negociado com o Grêmio.

O volante João Vítor comprava uma camiseta do Palmeiras na loja oficial do clube, no Palestra Itália, quando se envolveu em uma briga com cerca de 15 torcedores organizados do alviverde. O elenco jogaria com o Flamengo no dia seguinte, mas o atacante Kleber recusou-se a viajar e colocou a culpa do incidente no técnico Luiz Felipe Scolari. Alguns jogadores chegaram a esboçar apoio ao Gladiador, mas foram ao Rio de Janeiro. O camisa 30 acabou negociado com o Grêmio.

O lateral Mário Fernandes, do Grêmio, foi convocado pelo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, para o segundo jogo do Superclássico das Américas, contra a Argentina, em Belém. Alegando que queria ficar concentrado no clube gaúcho, ele recusou o chamado e não se apresentou. Quando chegou a Porto Alegre pela primeira vez, em 2009, sumiu por alguns dias e foi encontrado em Jundiaí, no interior de São Paulo.

O técnico Roberto Mancini, do Manchester City, pediu para o argentino Carlos Tevez se preparar para entrar na partida contra o Bayern de Munique, na Allianz Arena, válida pela fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. O problema é que o jogador se recusou. Após a derrota por 2 a 0, o italiano afirmou que a passagem do atacante pelos Citizens estava encerrada. A diretoria tenta negociá-lo em definitivo, e recusou uma proposta de empréstimo do Milan.

Breno estava sozinho em casa quando ela pegou fogo. A polícia de Munique considerou o zagueiro como o principal suspeito do incêndio e decretou sua prisão preventiva. Ele ficou na cadeia por cerca de duas semanas, mas pagou fiança e foi liberado sob algumas condições. Uma delas é pedir autorização à justiça alemã se quiser sair do país.

O Fortaleza precisava golear o CRB para não ser rebaixado à quarta divisão do futebol brasileiro. Ao fim do jogo, os gols foram saindo com facilidade e o placar de 4 a 0 evitou o descenso. O Campinense, da Paraíba, contestou o resultado, baseado em uma imagem que mostra o atacante Carlinhos Bala ‘avisando’ os adversários que faltava apenas mais um gol para salvar sua equipe.

A negociação dos direitos de televisão sempre foi conduzida pelo Clube dos 13, mas as agremiações quebraram esse paradigma em 2011. Descontentes com cláusulas na licitação, que não davam preferência à Rede Globo, os clubes conversaram individualmente com a emissora carioca e acertaram seus contratos para os próximos quatro anos. A polêmica chegou a ameaçar a existência do C13, mas neste mês o presidente Fábio Koff anunciou a ‘refundação’ da entidade.

O brasileiro Edimar, que joga no futebol grego, foi vítima de racismo durante uma partida entre o seu time, o Skoda Xanthi, e o PAS Giannina. A torcida imitava um macaco todas as vezes que ele pegava na bola. Esse caso motivou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, publicar em seu Twitter que todos os casos de racismo do futebol podem simplesmente ser resolvidos com um aperto de mão após a partida. Essa declaração causou a revolta de algumas figuras do futebol, como Romário. ‘Não é à toa que querem o impeachment dele na Inglaterra’, escreveu em sua conta no microblog.

O catariano Mohamed Bin Hamman(na foto à direita) seria o adversário de Joseph Blatter à reeleição de presidente da Fifa, mas desistiu do pleito para não ser investigado pelo Comitê de Ética da entidade. Ele foi acusado de comprar votos de representantes da Concacaf, que reúne os países da América Central. A denúncia envolveu também o ex-presidente da entidade caribenha Jack Warner. Suspenso pela Fifa, ele revelou um e-mail no qual o secretário-geral Jerome Valcke acusa Hamman de comprar a Copa de 2022. Nada de efetivo aconteceu e Blatter foi reeleito para o seu quarto mandato.