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Peterhansel chega a 10 títulos do Dakar e comemora

Por Da Redação 15 jan 2012, 14h33

Por AE

Lima – Seja na África ou na América do Sul, entre os carros ou entre as motos, Stéphane Peterhansel continua soberano no Rally Dakar. Neste domingo, o francês confirmou o título da edição de 2012 entre os carros, ao lado do copiloto Jean-Paul Cotteret, e chegou à sua 10.ª conquista no principal e mais difícil rali do mundo. Assim, ele ampliou sua vantagem como maior campeão do Rally Dakar. Foram seis títulos nas motos (1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998) e mais quatro nos carros (2004, 2005 e 2007, além de 2012).

“Quando você pensa quão difícil é vencer o Dakar, é inacreditável que eu fui capaz de vencer dez vezes. Passou muito tempo e eu fiquei esperando cinco anos para ganhar de novo”, comentou Peterhansel, que ainda não havia sido campeão desde que o rali passou a ser disputado na América do Sul, em 2009.

Peterhansel sabe que tem tudo para se manter como maior campeão ainda por muito tempo. “Bater este recorde será muito difícil… Para os outros! Esse rali é estressante, excitante e fascinante. Minha melhor vitória será sempre a minha primeira na categoria motos, mas esta teve algo especial também. Eu começava a duvidar de mim mesmo, a achar que eu estava muito velho para isso, e no fim deu tudo certo”, comemorou o francês de 46, que ainda revelou que correu o rali todo com sua antiga balaclava azul, dos tempos de motociclista, dentro do bolso do macacão.

Tetracampeão entre as motos, Cyril Despres surge como possível substituto de Peterhansel, o que ele nega por enquanto. “Só há um Peterhansel no mundo. Eu não sei se eu sou bom dirigindo carro, eu nunca tentei. O que eu sei é que ele tem um bom copiloto, Jean-Paul Cotteret, e eu tenho um bom companheiro de equipe, Ruben Faria.”

O título de Despres também foi memorável. Campeão um ano sim um ano não desde 2005, se alternando com Marc Coma, o francês considera o Rally Dakar o mais difícil de toda a sua carreira. “Não há menor sombra de dúvidas que esse foi o Dakar mais difícil que eu corri. Foi difícil fisicamente, mas muito mais psicologicamente. Todas as vitórias foram bonitas, mas é foi especial porque foi decidida no último minuto. Esse era um cenário inimaginável, com os líderes separados por meros segundos. Eu fiz 90 ou 85 ralis na minha vida e esse foi um dos que eu tive que lutar mais”, avaliou Despres.

Vice-campeão com 53min20s de atraso – porque trocou de moto na penúltima etapa e teve uma punição de 45 minutos -, Marc Coma deu parabéns a Despres, mas prometeu buscar o título em 2013. “Eu terminei em segundo num rali difícil. Eu dei o meu melhor todo dia. Gostaria de parabenizar Cyril. Ele é o campeão. Mas eu vou trabalhar duro para tentar ganhar no ano que vem. Se continuarmos alternando, será minha vez! Mas primeiro eu tenho que trabalhar”, disse o espanhol.

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