Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

No Rio, Flamengo desafia Santos com vários desfalques

Por Leonardo Maia

Rio – Em circunstâncias normais, o Flamengo já entraria em campo pressionado para enfrentar o Santos, neste domingo, às 18 horas, no Engenhão, pela 31.ª rodada, em busca de uma vitória que o mantenha colado aos líderes do Campeonato Brasileiro. Pois desde a noite da última quarta-feira o triunfo se tornou imperativo. A doída derrota por 4 a 0 para o Universidad de Chile, pela Copa Sul-Americana, baixou a autoestima e lançou questionamentos sobre o grupo rubro-negro.

Outra má atuação e, além de se distanciar do título, o ambiente no clube deteriora e a pressão sobre o técnico Vanderlei Luxemburgo vai aumentar. Difícil é crer que a vitória virá, pelo menos sem um esforço monumental de um time que vai ter seriíssimas limitações técnicas. Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves (suspensos) e Bottinelli (machucado) não jogam. Renato atua graças a um efeito suspensivo.

Sua presença alivia muito pouco o problema do técnico em armar o meio de campo. Sem substitutos no setor de criação, talvez Luxemburgo opte por uma formação com quatro volantes. Não espere, portanto, por parte do Flamengo, a reedição do jogo histórico entre os dois times no primeiro turno, na Vila Belmiro. Uma situação nada auspiciosa para uma equipe que precisa vencer, contra um adversário de grande qualidade ofensiva e que ainda luta por pontos na competição para se livrar matematicamente do rebaixamento e se concentrar apenas no Mundial de Clubes, no fim do ano.

De boas notícias, apenas o fato de que os três times que se colocam à frente do clube rubro-negro na tabela de classificação (Botafogo, Vasco e Corinthians) jogam fora de seus domínios. “Teremos um dos melhores times do Brasil pela frente, mas vencê-los, além de nos deixar com o ânimo renovado, pode ser muito importante na tabela de classificação. Nossos três maiores concorrentes jogam fora e podem tropeçar”, ponderou Junior Cesar.

No ataque, as opções para a vaga de Ronaldinho Gaúcho são Diego Maurício, Negueba e Jael. Como forma de encorpar o banco de reservas, Luxemburgo promoveu Adryan dos juniores para os profissionais.