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Jamaica leva ouro no 4x100m e Bolt sacramenta triplo tri

Com a vitória, lenda jamaicana conquista a sua 9º medalha de ouro em Olimpíadas; Japão ficou com a prata e Canadá, com o bronze

Se Usain Bolt é tão grande quanto Pelé e Muhammad Ali caberá à história julgar. Mas a lenda jamaicana subiu mais um degrau no panteão das Olimpíadas – e do esporte – ao vencer com a equipe da Jamaica o revezamento 4x100m nesta sexta-feira, no Engenhão, e cumprir o objetivo que traçou para a Rio-2016. Antes dos Jogos, Bolt afirmou a VEJA que pretendia conquistar o tri olímpico nos 100m, nos 200m e no revezamento. Foi lá e fez.

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Depois daquela que foi, segundo o próprio, sua última prova olímpica, Bolt comemorou pela terceira vez no Engenhão. Ao lado da equipe jamaicana, o velocista sambou, desfilou com a bandeira de seu país e deu um soco no ar, imitando Pelé.

Com o triplo tricampeonato olímpico, Bolt aumenta sua coleção de medalhas de ouro para nove, com um impressionante aproveitamento de 100% – sempre que o raio jamaicano entrou em uma disputa em Olimpíadas, ele chegou em primeiro. O número também iguala Bolt a outra lenda do atletismo, Carl Lewis, dono de nove ouros em quatro Jogos disputados – o jamaicano tem uma Olimpíada a menos, enquanto o americano tem uma medalha olímpica (de prata) a mais.

Nesta sexta, porém, o homem mais rápido do mundo não brilhou sozinho. Bolt contou com o ótimo desempenho de outros três grandes velocistas jamaicanos: Asafa Powell, Yohan Blake e Nickel Ashmeade. Juntos, os quatro levaram o ouro com o tempo de 37s27. A prata ficou com a surpreendente equipe japonesa, com 37s60, e o bronze foi para o Canadá, que fez 37s64. A equipe americana, que havia chegado em terceiro, foi desclassificada por ter passado o bastão fora do limite determinado. O time de Trinidad e Tobago também foi eliminado. Com isso, o time do Brasil, que terminou em último, herdou a sexta colocação na prova.