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“Idade é só um número”, diz atacante argentino Germán Cano

Aos 35 anos, ele se tornou um dos jogadores que mais fizeram gols no mundo em 2023. Para chegar ao topo, diz que até mudou a forma de treinar

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 Maio 2023, 08h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 10h39
  • Você vive uma fase especial, tornando-se um dos jogadores que mais fizeram gols no mundo em 2023. Imaginava que daria esse salto? Na verdade, não. Cheguei ao Brasil em 2020 em busca de me tornar um pouco mais conhecido. No Fluminense, vivo uma das melhores fases de minha carreira — o ano passado também foi muito bom. É um trabalho de muitos anos, de muito esforço, de sempre acreditar que, em algum momento, minha história daria certo. O futebol brasileiro me deu a oportunidade de viver tudo isso.

    Como definiria sua experiência no futebol brasileiro? Comecei no Vasco, jogando o primeiro ano na Série A. No ano seguinte, fomos para a Série B. Foi muito difícil, até mesmo internamente. Mas passar por tudo isso acabou sendo bom para mim. Depois, finalizamos o contrato e tive muitas ofertas para jogar em outros clubes brasileiros e no futebol da Arábia. Nesse período, o Mário (Bittencourt, presidente do Fluminense) me ligou e tivemos uma conversa muito boa sobre o projeto deles. Não pensei muito, e acho que fiz a opção certa.

    Na sua idade, muitos jogadores estão pensando em se aposentar. Você também? Sempre digo que idade é só um número. Se você acompanhar os dados do GPS que carrego nas costas durante o jogo, vai ver que corro entre 9 e 10 quilômetros por partida. A intensidade é muito alta. E o trabalho do Fernando (Diniz, técnico do Fluminense) não é qualquer um que faz, porque é diferente de todos os outros. Todo mundo ataca e todo mundo defende. Por isso, o Fluminense está jogando cada vez melhor e todos os companheiros se ajudam para conquistar isso.

    Como se mantém em forma? Nunca joguei tanto em um ano quanto aqui no Brasil. Por isso, contratei uma pessoa que me ajuda com a alimentação em casa, mudei a forma de treinar e até como descanso. Já são três anos e meio fazendo isso para poder melhorar e para poder chegar 100% ao jogo.

    Quais são seus planos para o futuro? Quero jogar até os 40 anos. Mas vai depender de muitas coisas. É um projeto a desenvolver com cuidado.

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    Além de comemorar em homenagem ao seu filho Lorenzo, com o gesto do “L”, você é engajado socialmente. O meio do futebol tem espaço para melhorar? Está melhorando. Procuro fazer ações nas redes sociais porque o jogador de futebol atrai a atenção do público. É importante fazer essas gestões para ajudar o próximo e os mais necessitados. Sobre os estádios, é preciso conversar com os torcedores para coibir a violência e não permitir que brigas aconteçam. Pouco a pouco, vamos conquistar isso.

    Publicado em VEJA de 17 de maio de 2023, edição nº 2841

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