Hortência e Paula deixam rivalidade de lado no Dia da Mulher
Estrelas do basquete brasileiro protagonizam série documental sobre a vida no esporte
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, Hortência, 63 anos, e Paula, 66, duas das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro, serão destaque no SportTV com a exibição da série documental Hortência e Paula. Protagonistas do título mundial conquistado pelo Brasil em 1993, na Austrália, elas também marcaram época por uma rivalidade que mobilizou torcedores e ajudou a popularizar o esporte no país. Dirigida por Eduardo Hunter Moura, a produção terá quatro episódios e revisita a trajetória das atletas dentro e fora das quadras.
Com apenas três anos de diferença de idade e em um cenário em que o basquete feminino ainda tinha pouca visibilidade no Brasil, o talento das duas rapidamente chamou atenção. O sucesso individual e a frequência com que se enfrentavam em equipes diferentes alimentaram uma rivalidade que extrapolou as quadras. Em muitos jogos, a tensão entre as torcidas era tão grande que as atletas precisavam deixar o ginásio escoltadas pela polícia. “Meu pai ia às vezes ao ginásio para xingar a Hortência”, contou Paula.
A rivalidade diminuiu quando ambas defenderam a Ponte Preta, em 1993. Com as duas maiores estrelas do basquete brasileiro, o resultado não poderia ser diferente:a conquista do Campeonato Mundial feminino, na Austrália. Apesar da “briga” criada por torcedores, em nenhum momento se deixaram levar pelo ódio. “Ela nunca foi minha inimiga, porque me ajudou. Tudo vem do respeito. Se você respeitar a pessoa que está jogando com você, se você respeitar o seu adversário, não existe sentimento de destruição”, expôs Hortência.
Natural de Potirendaba (SP), Hortência descobriu o basquete ainda na pré-adolescência, quando se mudou para Santo André. Ao longo da carreira, tornou-se uma das maiores referências do esporte no Brasil. Entre suas principais conquistas estão o ouro no Mundial de 1993, títulos em Jogos Pan-Americanos, além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. Ela também passou por clubes importantes, como Ponte Preta, Prudentina e Sorocaba. Na vida pessoal, foi casada por 10 anos com José Victor Oliva, com quem teve dois filhos.
Já Paula nasceu em Osvaldo Cruz (SP), e se apaixonou pelo esporte quando a cidade decidiu criar um clube voltado para meninas. Ao decidir se profissionalizar na área, saiu de casa e foi morar sozinha em outras cidades paulistas. Em 1990, chegou a carreira internacional pelo Tintoretto, equipe espanhola, mas não ganhou competições notáveis. Assim como Hortência, esteve em vários times durante os anos como atleta.





