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Fluminense vacila e é eliminado pelo Boca Juniors no último minuto de jogo

Redação Central, 23 mai (EFE).- O fim do sonho de conquistar a primeira Libertadores de sua história terminou de maneira amarga para o Fluminense, que empatou com o Boca Juniors por 1 a 1 nesta quarta-feira e viu os argentinos arrancarem no último minuto em pleno Engenhão a classificação para as semifinais da Libertadores.

Depois de perder por 1 a 0 em La Bombonera, o tricolor acabou eliminado com gol do ex-corinthiano Santiago Silva, aos 45 minutos do segundo tempo. Na primeira etapa, Thiago Carleto havia aberto o placar para o time carioca.

O Boca Juniors espera agora o classificado do duelo entre Universidad do Chile e Libertad, que na partida de ida, em Assunção, empataram em 1 a 1. O jogo de volta, em Santiago, acontece nesta quinta-feira. Contudo, o time pode enfrentar o Vélez Sarsfield, caso o compatriota elimine o Santos, também nesta quinta-feira.

Na escalação, o técnico Abel Braga não surpreendeu, com a equipe que vinha sendo anunciada nos dias anteriores ao jogo. A boa notícia era a presença do jovem atacante Wellington Nem no banco, recuperado de lesão.

O Boca, por sua vez, contava com o retorno de Santiago Silva no comando de ataque. Com a volta do uruguaio, Julio César Falcioni decidiu tirar Pablo Mouche do time, atuando com Darío Cvitanich, formando o setor ofensivo com dois nomes de área.

Superando a falta de entrosamento, por conta dos vários desfalques, desde o primeiro minuto o tricolor carioca tomou conta do jogo, dando poucos espaços para o adversário. Com movimentação intensa de Thiago Neves e Rafael Sóbis, e com forte marcação na saída de bola argentina, o Fluminense partiu para cima.

Faltava a chance de gol, que surgiu aos 17 minutos, em cobrança de falta na intermediária argentina. Thiago Carleto tomou distância, a bola bateu na barreira e tirou as chances de Orión, morrendo no fundo das redes para abrir o placar. Gol, que foi profetizado pelo pai do jogador, que revelou ao filho ter sonhado que o lateral-esquerdo faria um gol de falta na partida.

O placar aberto atordoou o time do Boca, que sentia dificuldades em sair jogando, principalmente pela forte marcação exercida sobre Riquelme. A preocupação em levar mais gols, o que deixaria o time em desvantagem no duelo, era tão grande que aos 34 minutos, o goleiro da equipe argentina levou cartão amarelo por fazer cera na cobrança de um tiro de meta.

Apenas no fim do primeiro tempo os visitantes tentaram sair um pouco para o jogo, usando a bola parada e os cruzamentos de Riquelme como principais opções ofensivas, mas sem ameaçar o Fluminense.

Na segunda etapa, os times voltaram a campo com a mesma escalação do início do jogo. O panorama do jogo é que mudou, com o Boca saindo de vez para o embate, passando a ficar mais tempo no campo de defesa do time carioca. Por sua vez, os comandados de Abel Braga mostravam mais cautela, talvez cientes de que um gol sofrido seria um golpe de difícil recuperação.

Com o decorrer do segundo tempo, o jogo foi ganhando cada vez mais cara de Libertadores, no bom melhor sentido da expressão, com as equipes disputando a posse de bola com toda garra.

Aos 15 minutos, o Flu voltou a ameaçar com a dupla Thiago Neves e Rafael Sóbis. Em jogada rápida pela esquerda, o meia cruzou e o atacante se antecipou a zaga, mas só conseguindo dar um leve toque, que não foi suficiente para desviar para o gol.

Aos 21, veio a primeira modificação, no Boca Juniors, com a entrada de Mouche no lugar de Cvitanich. Sete minutos depois, Abel Braga deu a resposta com a entrada de Wellington Nem no lugar do meia Wagner.

O jogo seguiu morno e cauteloso até os 35 minutos, quando em um intenso bate e rebate na área do Boca, a bola sobrou para Rafael Moura sozinho na área. O camisa 10 tricolor, limpou a zaga, mas depois se enrolou com a bola, chutando em cima do goleiro argentino.

Os dois técnicos seguiram tentando esquentar a partida com suas substituições. Pouco antes do lance de ataque, o meia Miño substituiu Erbes, enquanto aos 43 minutos, Marcos Júnior entrou no lugar de Rafael Sóbis.

Só que quando o jogo parecia se encaminhar para a disputa de pênaltis, o Fluminense acabou vendo o sonho de conquistar sua primeira Libertadores desabar. Em contra-ataque fulminante no último minuto, Sánchez Miño bateu forte, a bola explodiu na trave, voltou em Diego Cavalieri que acabou jogando para o meio da área. Foi quando apareceu o iluminado Santiago Silva, que escorou para as redes, garantindo a vaga do Boca e despachando o Flu.

Ficha técnica:.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Thiago Carleto; Edinho, Jean, Wagner (Wellington Nem) e Thiago Neves; Rafael Sóbis (Marcos Júnior) e Rafael Moura. Técnico: Abel Braga.

Boca Juniors: Orión; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Diego Rivero, Erbes (Miño), Erviti (Carruzzo) e Riquelme; Santiago Silva e Cvitanich (Mouche). Técnico: Julio César Falcioni.

Arbitragem: Enrique Osses (Chile), auxiliado pelos compatriotas Francisco Mondría e Carlos Astroza.

Cartões amarelos: Jean (Fluminense); Orión e Mouche (Boca Juniors).

Gols: Thiago Carleto (Fluminense) e Silva (Boca Juniors). EFE