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Federer admite sonhar com 7º título em Wimbledon

Por AE

Londres – Roger Federer admitiu neste sábado que sonha com a conquista do sétimo título em Wimbledon. De olho no feito, que igualaria o recorde de Pete Sampras, o suíço acredita ter todas as condições para voltar a vencer um Grand Slam, depois de um jejum de dois anos e meio.

“Estou sonhando com o título. Não há dúvida sobre isso”, afirmou o recordista de títulos de Grand Slam, com 16 conquistas. “Neste momento, não acho que preciso trabalhar algum aspecto específico do meu jogo porque tudo está funcionando. Estou vivendo um momento doce. Este ano as coisas estão indo muito bem. Não me sinto nem um pouco cansado”.

Perto de completar 31 anos, em agosto, espera superar as quedas sofridas nas quartas de final de Wimbledon nas últimas duas edições. “Eu tenho que fazer melhor neste torneio porque posso ir mais longe. Talvez eu tenha tido um pouco de azar antes. Talvez os rivais eram melhores. Talvez eu não estivesse no meu melhor momento. Ninguém sabe a resposta. Mas depende de mim fazer a diferença agora e ir além. Um sétimo título seria incrível”.

Somente dois tenistas conquistaram sete títulos em Wimbledon: o norte-americano Pete Sampras e o britânico Willie Renshaw. O último, porém, ergueu o último troféu na longínqua década de 1880, quando o campeão do ano anterior jogava apenas a final da edição seguinte. “Acho que este é o meu momento do ano. Tenho mais chances aqui e no US Open. É um período empolgante da temporada, mas vamos ver o que acontece”.

Se faturar o sétimo título na grama inglesa, Federer retomará a liderança do ranking da ATP, igualando o recorde de Sampras, que acumula 286 semanas à frente da lista. O suíço, porém, minimiza a busca pelo número 1 e diz focar somente no título.

“Troféus é o que realmente empurra você para frente. O número 1 é legal. Todo dia, quando você acorda, você pensa ‘ok, você é o melhor em alguma coisa’. Já senti isso no passado e é muito bom. Mas, obviamente, me interesso mais por títulos neste momento”, declarou Federer, que assumiu a liderança do ranking pela primeira vez justamente após vencer Wimbledon, em 2003.