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A decepção de Ana Marcela em Paris

Sem pódio na maratona aquática, a atleta cheia de opinião dá suas braçadas no mar e em terra firme

Por Monica Weinberg Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 ago 2024, 06h12 •
  • Quando a baiana Ana Marcela Cunha, 32 anos, saltou nas águas do Sena, em Paris, o que tinha na cabeça não era pouco: ouro nos Jogos de Tóquio três anos atrás, ela cruzou a toda os dez quilômetros da prova mirando o bicampeonato. Mergulhou na quinta-feira 8 rodeada de expectativas, no pelotão das favoritas, mas não deu. Numa competição que exige do atleta graus elevados de resistência, esforço físico e força mental, um duelo travado entre 25 mulheres, Ana Marcela ficou em quarto lugar, fora do pódio liderado pela holandesa Sharon Van Rouwedaal.

    Com sete campeonatos mundiais no currículo, sua trajetória até aqui transcorreu à base de altas doses de sacrifício e muitos twists. Depois de Tóquio, Ana Marcela encarou uma cirurgia no ombro esquerdo e precisou passar um tempo de molho. Um baque que veio a se somar a um sacolejo completo. Foi tudo numa só tacada. Ela casou-se com a preparadora física Juliana Malhem, trocou de técnico e mudou-se para Roma, já pensando em Paris, sua quarta Olimpíada.

    Ana Marcela deu o pulo no Sena com os cabelos em degradê do rosa ao roxo – madeixas que já experimentaram o vermelho, o verde-amarelo e uma versão tricolor. Está aí embutido um traço do espírito da atleta que começou a nadar aos 2 anos e, aos 8, já se arriscava em mar aberto impulsionada pelos pais, ele ex-nadador, ela ex-ginasta. Aos 12, Ana Marcela integrava a Seleção Brasileira de Piscina e, não passou muito tempo, enfrentava as asperezas das competições, como gente grande.

    “VOCÊ É HOMEM OU MULHER?”

    Conforme ia dando suas braçadas, entendeu que, também fora d’água, poderia ter um palco para  empunhar bandeiras que lhe são valiosas. Uma delas se concentra no avanço feminino. “A mulher pode ser o que ela quiser, onde quiser e como quiser”, pontuou ao levar o ouro no Japão, sob holofotes que fizeram suas palavras reverberar.

    E chamou atenção para algo que a perturba. “Muita menina talentosa por aí não segue na natação por falta de estímulo dos pais”, cutucou à época, enaltecendo figuras femininas que foram abrindo à força a trilha feminina nos esportes – desde a nadadora Maria Lenk até Marta e toda a turma do futebol feminino, que, aliás, já garantiu medalha em Paris (ouro ou prata).

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