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Taylor Swift revela luta contra distúrbio alimentar: “Eu não comia”

Cantora abriu seu coração pela primeira vez sobre problemas de imagem e autoestima em documentário da Netflix e entrevista à revista 'Variety'

Por Redação - Atualizado em 24 jan 2020, 13h38 - Publicado em 24 jan 2020, 12h42

Às vésperas da estreia mundial de seu novo documentário, Taylor Swift revelou em entrevista à Variety que enfrentou distúrbios alimentares no passado. O tópico é um dos temas de Taylor Swift: Miss Americana, que estará disponível a partir de 31 de janeiro na Netflix.

“Aconteceu eventualmente e não tenho orgulho disso, mas algumas vezes vi fotos em que sentia que minha barriga estava grande demais, ou alguém dizia que eu parecia grávida e isso era um gatilho para eu passar fome, simplesmente parar de comer”, revelou à revista.

No documentário, dirigido por Lana Wilson, fotos de Taylor extremamente magra durante a fase do disco 1989 são contrapostas a imagens atuais da cantora, que não se sentia confortável para falar sobre o assunto até trabalhar com a diretora. “A forma com que Lana quis contar essa história… apenas fez sentido. Eu não sou tão articulada como deveria para falar sobre isso e muitas pessoas abordam o assunto muito melhor do que eu. Tudo o que eu tenho é a minha experiência”, ponderou.

A passagem é uma das favoritas da diretora “Eu fiquei surpresa, mas adoro ver como ela é gentil ao refletir sobre isso. Não tenho dúvidas de que toda mulher se verá nessa sequência de alguma forma”, contou Lana.

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Os problemas com a imagem surgiram ainda na adolescência. A cantora lançou seu primeiro CD em 2006, com apenas 16 anos. Famosa por conduzir sua carreira com mentalidade extremamente metódica, Taylor também buscava a perfeição do corpo. “A primeira vez que estampei a capa de uma revista foi aos 18 anos. A manchete era uma pergunta: ‘grávida aos 18?’, porque eu havia comido algo que fez minha barriga não parecer chapada o suficiente”, relembrou ela, que internalizou o ocorrido como uma forma de punição.

No outro extremo, os elogios à silhueta eram encarados como recompensas. “Eu ia para sessões de fotos e me diziam o quão incrível era eu caber nos modelos, porque geralmente era preciso fazer ajustes nos vestidos. Você faz tanto isso que começa a ver tudo como punição ou recompensa. Eu usava a mesma psicologia que aplicava em tudo na minha vida na relação com a comida: se eu recebia um elogio, era algo bom, se me puniam com comentários, algo estava errado

Taylor Swift recebendo o Grammy de álbum do ano pelo disco 1989 em 2016. Jeff Kravitz/Getty Images
Taylor Swift durante o iHeart Music Awards em 2019. Kevin Winter/Getty Images

Taylor contou ainda que não tinha consciência do problema e negava toda vez que traziam o assunto à tona. “Se alguém demonstrasse preocupação, eu rebatia com ‘O que você está falando? É claro que eu como, eu apenas me exercito bastante’. Eu realmente fazia muitos exercícios, mas eu não estava comendo”.

Entre suas inspirações para superar as inseguranças, a recém-nomeada artista da década pela revista Billboard destacou a cantora Jameela Jamil. “Nós vemos tanta coisa nas redes sociais que faz com que a gente se sinta menos do que somos, que não temos a aparência que deveríamos ter, que às vezes precisamos de um mantra para repetir mentalmente quando os pensamentos autodestrutivos e não-saudáveis surgem. Ela é uma das pessoas que me ajuda. Quando leio o que ela escreve, eu internalizo isso.”

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O problema refletiu também no desempenho de Swift no palco. Em uma passagem do documentário, a cantora conta que se sentia fraca constantemente durante a turnê do álbum 1989. “Eu pensei que fosse normal me sentir à beira de um desmaio depois de um show, ou no meio dele. Hoje eu sei que isso não é verdade. Se você se alimenta, tem energia e se fortalece, você faz shows sem se sentir nauseada.”

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