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IMPERDÍVEL: O calvário da adolescência pauta ‘Quase 18’

Os exageros da fase são tratados com gentileza pelas câmeras da cineasta estreante Kelly Fremon Craig

Por Raquel Carneiro - Atualizado em 7 fev 2017, 11h07 - Publicado em 4 fev 2017, 07h30

Tudo pode ser maior, pior, mais dramático e extremamente doloroso quando observado pela lupa de exageros da adolescência. A premissa não é nova, mas é tratada com gentileza, humor e intimidade por Kelly Fremon Craig em sua estreia na direção no filme Quase 18. A cineasta, que tem no currículo o roteiro de Recém-Formada (2009), não subestima seus personagens e nem esconde verdades da fase, como sexo ou consumo de álcool, em prol de uma censura mais leve — nos EUA, o longa pegou classificação R Rated, em que menores de 17 só podem ir ao cinema acompanhados de um maior responsável.

A ótima Hailee Steinfeld, que ganhou uma indicação ao Globo de Ouro pelo papel e já possui uma nomeação ao Oscar por Bravura Indômita (2010), interpreta Nadine, uma garota de 17 anos que se vê em um drama familiar aparentemente simples. Ela odeia o irmão mais velho (Blake Jenner, de Jovens, Loucos e Mais Rebeldes), perdeu o pai há alguns anos e está em uma constante rota de colisão com a mãe solitária (Kyra Sedgwick, de Brooklyn 9-9). Na escola, ela é apaixonada pelo bad boy bonitão que desconhece sua existência, enquanto desvia da paixão do colega nerd (Hayden Szeto). Soma-se a tudo isso seu constante sentimento de inadequação com os demais seres humanos de sua idade.

O único conforto está na melhor amiga de infância, a paciente e doce Krista (Haley Lu Richardson, de Fragmentado). O refúgio se dissipa quando a amiga e o irmão de Nadine se apaixonam. A partir daí, a protagonista precisa enfrentar o mundo sem cobertura. Fazer novos amigos, conquistar um namorado e encarar as picuinhas com a família se tornam tarefas apocalípticas.

Destaque para a atuação de Haille e de Woody Harrelson na pele de um professor do colegial que passa longe do estereótipo do mentor centrado.

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