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Gisele Bündchen critica decreto de Temer sobre Amazônia: ‘Leilão’

Modelo se manifestou pelo Twitter contra a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associadas (Renca)

Por Da Redação - Atualizado em 24 ago 2017, 20h28 - Publicado em 24 ago 2017, 16h44

Gisele Bündchen usou as redes sociais nesta quinta-feira para se manifestar contra o decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira, que extingue a Reserva Nacional do Cobre e seus associados (Renca), uma área de 47 000 metros quadrados (área equivalente à do Espírito Santo) na região da Amazônia, dentro dos Estados do Pará e Amapá, que, apesar do nome, tem como grande riqueza mineral o ouro.

A decisão assinada por Michel Temer libera a região para a mineração privada. Até então, desde 1984, essa atividade era permitida somente à estatal CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais).

“VERGONHA! Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados”, escreveu a modelo em sua conta no Twitter. Em seguida, Gisele compartilhou uma imagem convocando todos os brasileiros “a dizerem não ao abrandamento da proteção da Amazônia” com o uso da #todospelamazonia.

Temer anti-ecológico

Em julho, o presidente Michel Temer respondeu a um pleito da modelo e da ONG ambientalista WWF, prometendo vetar todos os itens das medidas provisórias que diminuíam a área de preservação Jamanxim, também na Amazônia paraense.

A decisão do presidente, porém, não durou. Menos de um mês depois do veto, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que reduz a área preservada de Jamanxim em 349 000 hectares.

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