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Enquanto isso, na concorrência…

Globo e HBO também investem em séries nacionais exclusivas

Em uma floresta sinistra, uma mulher foge de um cão raivoso, atiçado por um homem. O animal consegue atacá-­la. Alguns anos depois, a personagem é encontrada morta à beira de um rio. A sequência intensa, mais sugestiva do que explícita, abre a minissérie de época Se Eu Fechar os Olhos Agora, adaptação do romance de Edney Silvestre feita pela Globo. O assassinato desencadeia uma trama de mistério numa cidade com homens poderosos e belas mulheres (como a primeira-­dama interpretada por Débora Falabella) vivendo das aparências. Com produção luxuosa, a série, em dez episódios, reflete a busca da emissora por uma audiência jovem e exigente, acostumada ao ritmo da Netflix e pouco afeita à lentidão e aos clichês das novelas. É também um produto embalado para o Globoplay. A plataforma de streaming da casa recebeu todos os episódios antes da TV (e depois do Now, no qual a série podia ser comprada). A movimentação é uma das estratégias para atrair assinantes para o serviço sob demanda da Globo — que já oferece séries exclusivas e exibe os capítulos da novela das 6 um dia antes de irem ao ar. Na TV a cabo, a HBO acelerou seu passo. Em 2018, anunciou vinte novos títulos nacionais. Entre eles, uma série sobre Santos Dumont e uma trama futurista sobre traficantes em um Brasil onde a maconha seria legalizada. Diz Roberto Rios, vice-presidente de originais da HBO: “Com tanto conteúdo para ver, o público busca histórias genuínas”.

Publicado em VEJA de 8 de maio de 2019, edição nº 2633

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