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Corpo de Luiz Melodia será velado na quadra da Estácio de Sá

O enterro será realizado no Cemitério do Catumbi, neste sábado às 10h

Por Da redação - Atualizado em 4 ago 2017, 16h48 - Publicado em 4 ago 2017, 16h39

O corpo do cantor Luiz Melodia será velado na quadra da escola de samba Estácio de Sá, na Cidade Nova, próximo ao morro onde ele nasceu, a partir das 18h desta sexta-feira. O enterro será realizado no Cemitério do Catumbi, neste sábado às 10h. Segundo a assessoria de imprensa da Estácio, a terceira etapa da escolha do samba do Carnaval 2018, que aconteceria nesta sexta-feira, foi cancelada para os preparativos do velório.

O cantor e compositor Luiz Melodia morreu nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, aos 66 anos. Ele estava internado no hospital Quinta d’Or. Segundo a instituição, ele tinha um câncer de medula óssea. Além disso, desde julho do ano passado o artista tratava de uma doença autoimune. O músico carioca chegou a passar por um transplante de medula, mas não resistiu ao tratamento. Também em 2016, o cantor sofreu um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi hospitalizado.

Nascido em 7 de janeiro de 1951 no Morro de São Carlos, no Estácio, o berço do samba, Melodia foi além das rodas boêmias da vizinhança na infância e na adolescência, explorando primeiro os boleros e a música nordestina de Luiz Gonzaga, depois o incipiente rock n’ roll que começava a ganhar destaque no fim da década de 1950, e pela Jovem Guarda. Frequentador de programas de calouro, músico que tocava em festas de aniversário e mais tarde compositor romântico, foi somando influências até ser atingido pela Tropicália.

Conheceu Waly Salomão, que fez a ponte para o ambiente moderno de Gil, Caetano e Gal, no início dos 70. Em janeiro de 1972, participou do show A Fina Flor do Samba, e ao fim daquele ano Maria Bethânia gravou Estácio Holly Estácio, consagrando o jovem compositor que aos poucos amadurecia.

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Em 1973, lança seu primeiro disco, Pérola Negra, misturando em um caldeirão de estilos o som da MPB, em um álbum que hoje tem status de clássico. A este, se seguiram Maravilhas Contemporâneas (1976) e Mico de Circo (1978).

Mais de uma dezena de discos se seguiram até o último, Zerima, de 2014, que lhe rendeu o Prêmio Música Popular Brasileira na categoria melhor cantor de MPB. Ele deixa a esposa, também cantora e compositora, Jane Reis, e dois filhos, Mahal e Hiran.

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