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USP é a melhor universidade da América Latina, segundo ranking

Repetindo a colocação desde quando a lista chinesa foi organizada, em 2003, a instituição também é a melhor do Brasil

A Universidade de São Paulo (USP) é a melhor universidade da América Latina, segundo o levantamento da Academic Ranking of World Universities (ARWU). A lista é organizada pela Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, e foi divulgada na última segunda-feira. Ao todo, foram avaliadas 500 universidades ao redor do mundo. A USP está entre a 101ª e a 150ª posição.

No próximo bloco, do 151º ao 200º lugar, aparecem outras universidades latino-americanas, como a Universidade Nacional Autônoma do México e a Universidade de Bueno Aires, na Argentina.

Desde a primeira edição do ranking, em 2003, a instituição de São Paulo aparece como a melhor colocada da América Latina e do Brasil.

Entre os critérios utilizados, encontra-se o número de prêmios Nobel obtidos por seus antigos alunos ou pesquisadores, o número de medalhas Fields (equivalentes ao Nobel em Matemática), assim como o número de artigos publicados em revistas internacionais como Nature e Science.

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Além da USP, outras instituições brasileiras foram listadas no ranking chinês. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ficaram no grupo entre a 301ª e a 400ª posição. Já a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficaram no grupo entre o 401º e o 500º lugar.

Top 10

A Universidade de Harvard está no topo do ranking, seguida da Universidade de Stanford e em terceiro lugar está a Universidade da Califórnia. Entre as dez primeiras instituições, as únicas universidades que não estão nos Estados Unidos são a Universidade de Cambridge, em quarto lugar, e a Universidade de Oxford, na sétima posição.

Apesar de ser reconhecido por acadêmicos do mundo todo, o índice de Xangai desperta críticas. Isso porque se concentra na pesquisa de ciências exatas e biológicas, em detrimento de outras áreas da atividade acadêmica.