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Site com dados do ensino criado em hackathon está no ar

Página 'Escola que queremos' reúne 14 indicadores da educação brasileira

Começa a operar plenamente nesta quinta-feira a ferramenta on-line desenvolvida durante um hackathon de educação que compara indicadores de qualidade de escolas públicas brasileiras. Criada por um grupo multidisciplinar, a página virtual (www.escolaquequeremos.org) oferece 14 referenciais, que vão da infraestrutura da unidade de ensino à gestão escolar. “Ela permite que cada usuário monte seu próprio indicador de qualidade”, diz a jornalista Fernanda Campagnucci, de 27 anos, da ONG Ação Educativa, uma das criadoras do serviço, realizado por uma equipe multidisciplinar. O projeto foi o vencedor da primeira edição do Hackathon Dados da Educação Básica, competição promovida no fim de semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Fundação Lemann.

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Na página, os indicadores educacionais estão dividos em quatro grandes grupos: ambiente físico escolar, insumos e condições de funcionamento da escola, gestão escolar democrática e formação dos profissionais. Cada um dos grupos engloba de dois a quatro itens, como existência de biblioteca, qualidade da merenda oferecida, oferta de livros didáticos e participação da comunidade na gestão escolar. Os dados das instituições, então, podem ser comparados. Para fornecer tais informações, o sistema utiliza os microdados de 2011 do Censo Escolar da Eduação Básica e da Prova Brasil, avaliação que mede os conhecimentos dos alunos em língua portuguesa e matemática do 5º ano do ensino fundamental.

Segundo Fernanda, a ferramenta pretende ampliar a discussão sobre o que é uma escola de qualidade. “O debate público está muito apoiado no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), elaborado com base na taxa de proficiência dos alunos em português e matemática e no índice de aprovação escolar]. Acreditamos que há outros indicadores que podem contribuir para dizer se uma escola é boa ou não, e eles devem estar disponíveis a todo mundo.”

A ferramenta foi criada em menos de dois dias. O concurso reuniu em Brasília, entre os dias 12 e 14, oito equipes para uma maratona de 30 horas de trabalho. Nesse período, os grupos foram desafiados a desenvolver tecnologias que pudessem tornar dados educacionais mais acessíveis à população.

O grupo de Fernanda, que conta ainda com um cientistas político e três programadores, ganhou 5.000 reais para investir no site. O segundo e terceiro colocados receberam, respectivamente, 3.000 e 2.000 reais.

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