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MEC divulga espelho das redações do Enem 2012

Estudantes têm acesso a textos digitalizados e composição da nota

Por Da Redação - 6 fev 2013, 06h08

Redação do Enem 2012

Saiba como é feita a correção da redação

20% das redações foram avaliadas 3 vezes

Especialistas previram queixas

Microcurso VEJA de redação:

Parte 1: domínio da língua

Parte 2: não fugir do tema

Parte 3: como argumentar

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Parte 4: apresentar soluções

Parte 5: textos nota 1.000

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira o espelho da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012. Os participantes podem acessar seus textos digitalizados, além de uma tabela com as notas referentes às cinco competências avaliadas pelos corretores: domínio da norma padrão, compreensão da proposta, seleção e organização de informações, argumentação e proposta de intervenção. Em cada um dos itens há um parágrafo explicativo sobre a pontuação atingida. A consulta é individual e pode ser feita no site http://www.inep.gov.br/ mediante a inserção do número de CPF e senha.

Na terça-feira, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que os candidatos não teriam acesso aos textos que produziram. Nesta quarta-feira, contudo, voltou atrás na informação e divulgou que as redações podem ser acessadas em um arquivo PDF. Não há comentário dos corretores nos textos.

Os participantes do Enem 2012 tiveram suas redações corrigidas segundo as novas regras do MEC: segundo elas, a discrepância máxima entre as notas finais atribuídas pelos corretores (são dois, inicialmente) caiu de 300 para 200; além disso, a diferença em uma única competência não pode ser superior a 80 pontos. Nos casos em que um desses limites é ultrapassado, um terceiro corretor faz a avaliação. Segundo dados oficiais, uma em cada cinco redações passou pelas mãos de três avaliadores – mais do que o dobro do registrado na edição de 2011 do exame.

Apesar das novas regras, especialistas previram que a redação seria novamente foco de problemas. Na avaliação deles, a correção carece de parâmetros objetivos de análise, além de exigir que o participante inclua em sua dissertação o respeito aos direitos humanos. “O politicamente incorreto é muito subjetivo. O que é inadmissível para um corretor pode ser plenamente aceitável para outro”, afirma a consultora em educação Ilona Becskeházy.

Assim que foram publicadas as notas do Enem, participantes organizaram na comunidade “Ação judicial – redação Enem 2012”, no Facebook, atos públicos criticando a correção e pedindo a divulgação do espelho da redação antes do dia 11 de janeiro, data limite para inscrições do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) – que reserva vagas em instituições públicas de ensino superior a partir das notas obtidas pelos candidatos no Enem. Quem obtém zero na redação é automaticamente desclassificado da seleção.

A Justiça chegou a conceder liminares obrigando o Inep, autarquia do MEC responsável pelo Enem, a liberar imediatamente o espelho das redações. O MEC recorreu de todas as ações, alegando que o edital do Enem não permitia tal recurso. Em todos os casos, o ministério conseguiu reverter as decisões judiciais, mantendo o cronograma original do Enem.

* Atualizada às 12h para acréscimo de informação

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