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A vida após a formatura: um mercado distinto para cotistas

VEJA ouviu 300 diplomados que estudaram em turmas pioneiras com o sistema, entre cotistas e não cotistas. Uma das maiores diferenças: o salário

Por Da Redação - Atualizado em 17 ago 2017, 22h30 - Publicado em 17 ago 2017, 21h18

Desde 2002, quando a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) se tornou pioneira em implantar um sistema de cotas, a política de reserva de vagas teve grandes avanços. Se a prática precisa de ajustes, como mostrou VEJA na matéria de capa da semana, sua expansão também contraria muitas preocupações sobre sua utilização: estudos mostram quem não há discrepância relevante em fatores como rendimento ou evasão.

Um levantamento feito por VEJA, porém, indica que os cotistas (sejam por critério de raça ou por ter estudado em escola pública) têm trajetórias distintas no mercado de trabalho. Entre as diferenças, o salário: salário médio de 6.929 reais, ante 9.506 reais dos que entraram pelo processo convencional.

O abismo estimula a discussão: em que medida pesam as experiências extracurriculares de estudantes de renda mais alta (cursos, intercâmbios) e o preconceito?

Foram entrevistados 300 diplomados em turmas pioneiras no sistema – mais especificamente, dos três primeiros anos da adoção da prática. Metade são cotistas, metade não. Para que a comparação fosse mais precisa, a enquete restringiu o número de instituições (Universidade de Brasília, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Juiz de Fora e Universidade Federal de São Paulo) e os cursos (administração, direito, engenharia, medicina ou odontologia).

Abaixo, algumas das conclusões.

Com reportagem de Isabela Izidro, Guilherme Venaglia, Julia de Moura, Letícia Fuentes, Mariana Oliveira e Roberta Bordoni

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