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“Tinder dos imóveis” compra briga com imobiliárias e corretores

Aplicativo tem incomodado mercado com sua proposta de dispensar a intermediação de corretores e imobiliárias na hora da negociação

Por Teo Cury Atualizado em 4 jun 2024, 21h53 - Publicado em 31 jul 2016, 08h19

O publicitário Felipe Jacinto lançou neste mês o App do Imóvel, que tem como proposta fazer a ponte entre compradores e vendedores de imóveis sem a necessidade de um corretor. Desde a largada, o aplicativo apresenta-se como o ‘Tinder dos imóveis’. O apelido é uma alusão ao popular app de paquera – mas, a despeito da referência, o clima entre seus potenciais concorrentes não é de amor.

Claudecir Roque Contreira, diretor do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) de Mato Grosso, vai levar um documento com 2.800 assinaturas contra o aplicativo no dia 9 de agosto a Brasília. Com o abaixo-assinado, o conselho tentará fazer avançar o projeto de lei, ainda em tramitação na Câmara, que exige a inclusão do número de registro da imobiliária na escritura dos imóveis quando a negociação é feita pelo corretor. Contreira é um dos membros da classe que se mantêm receosos.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, por sua vez, desdenha da novidade. “É natimorto”, diz. “Não passa de mais um dos tantos outros que já nasceram e que já morreram. Esses aplicativos são inócuos.”

Uma das principais reclamações dos corretores está baseada na Lei nº6.530, de 12 de maio de 1978, que determina a função do corretor na relação entre comprador e vendedor. Jacinto, o criador do aplicativo, refuta o argumento. “Estamos voltando para o tempo das pedras”, afirma. “Eles (corretores) têm que entender que as documentações estão online. Eles criam dificuldade para vender facilidade.”

A ideia do aplicativo é simples: comprar, trocar ou vender um imóvel sem depender do serviço de um corretor ou de uma imobiliária. Isso permite uma economia de 6% na transação, porcentual que equivale à taxa de corretagem média cobrada no país. No caso de um apartamento de 1 milhão de reais, por exemplo, o comprador consegue economizar 60.000 reais, que seriam desembolsados para remunerar o corretor ou a imobiliária que fizesse a intermediação do negócio.

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A ideia é a de aproximar pessoas com interesses em comum. O comprador se cadastra, põe o anúncio gratuitamente e filtra o interesse por região. Se ele gostar de determinado imóvel, o vendedor vai ver quem gostou do seu apartamento. “Aí é match“, diz Jacinto, apelando ao jargão do Tinder usado quando duas pessoas “dão liga”.

Hoje já são mais de 4.000 imóveis particulares anunciados por quase 8.000 usuários. Jacinto, que tem por trás da startup uma equipe de seis pessoas, ainda não está fazendo dinheiro com o app. “Não cobramos nada, não tem custo algum as negociações”, explica o criador, que, no futuro, pretende colocar anúncios entre as fotos dos imóveis. É assim que pretende fazer dinheiro com sua criação.

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