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Superávit do governo central tem queda de 41% no trimestre

Arrecadação registrou leve recuperação em março, após déficit de mais de 6 bilhões de reais em fevereiro

As contas do governo central (soma dos resultados do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central) registraram um superávit primário de 285,7 milhões de reais em março, informou nesta segunda-feira o Tesouro Nacional. Depois do superávit recorde de janeiro (26,19 bilhões de reais) e do pior resultado para meses de fevereiro (déficit de 6,412 bilhões de reais), o saldo de março mostra uma pequena reação, apesar da renúncia fiscal que o governo está disposto a assimilar em 2013, que deve chegar a 70 bilhões de reais.

O superávit primário acumulado no primeiro trimestre deste ano soma 19,874 bilhões de reais, o equivalente a 1,76% do Produto Interno de Bruto (PIB). Na comparação anual, o superávit acumulado recuou em relação ao porcentual do PIB verificado no primeiro trimestre de 2012, que foi de 3,28%. As receitas do Governo Central apresentaram uma queda de 41% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2012.

O valor acumulado no trimestre equivale a 18,4% da meta de superávit primário do governo central para 2013, que é de 108,1 bilhões de reais. A meta cheia do superávit, ou seja, incluindo também o esforço previsto para estados, municípios e estatais, é de 155,9 bilhões de reais neste ano.

O Tesouro Nacional teve superávit de 5,399 bilhões de reais no mês passado, mas o Banco Central registrou déficit de 83,6 milhões de reais e a Previdência, de 5,030 bilhões de reais.

Enquanto as receitas totais somaram 273,452 bilhões de reais no trimestre, as despesas alcançaram 204,421 bilhões de reais. Em março, as receitas somaram 79,993 bilhões de reais, e as despesas, 67,313 bilhões de reais.

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Despesas do PAC – O Tesouro informou também que as despesas com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) alcançaram 9,9 bilhões de reais de janeiro até março. O montante representa um aumento de 10,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Vale lembrar que essas despesas podem ser abatidas da meta fiscal.

As despesas totais com investimentos somaram 16,8 bilhões de reais no primeiro trimestre, com alta de 7,4% sobre igual período de 2012.

Tesouro espera ‘melhoras’ – O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que espera uma melhora da arrecadação no segundo semestre. Isso se dará, de acordo com ele, principalmente por causa dos efeitos esperados para a economia. “Mesmo no segundo trimestre, o resultado de arrecadação deve melhorar.

O secretário comentou que os efeitos das desonerações podem impactar os resultados, mas disse esperar que a retomada da atividade econômica, após as práticas adotadas pelo governo, seja mais forte. “As desonerações foram feitas com o objetivo de melhorar a capacidade da economia e de responder depois de um momento difícil decorrente da crise. Isso está acontecendo, os dados mostram isso, mas é óbvio que havendo desonerações, há arrecadação menor”, considerou.

(Com Estadão Conteúdo)