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Relatório de analistas critica resposta ao acidente de Fukushima

Por Da Redação
5 jul 2012, 03h57

Tóquio, 5 jul (EFE).- Um painel de analistas assegurou nesta quinta-feira que o acidente na usina nuclear de Fukushima podia ter sido prevenido e que a resposta do Governo e da companhia elétrica Tepco à crise foi marcada por erros humanos.

Apesar de ter sido desencadeado pelo terremoto e o posterior tsunami de março de 2011, ‘o acidente na usina nuclear de Fukushima Daiichi não pode ser contemplado como um desastre natural. Foi um desastre produzido pelo homem e que poderia ter sido previsto e prevenido’, assinala a introdução do relatório.

Em um documento de 641 páginas, a comissão de dez analistas, criada em dezembro a pedido do Parlamento do Japão, critica duramente a resposta inicial do Governo do então primeiro-ministro Naoto Kan.

À margem da catástrofe natural, o painel afirma que diversos erros humanos foram cometidos e que as autoridades públicas não exerceram seu papel de supervisão, que foi assumido de forma prejudicial pela própria companhia elétrica Tepco, operadora da usina.

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Além disso, embora a Tepco garanta que a central estava preparada para sismos e que os reatores não sofreram danos pelo terremoto de 9 graus, apenas pelo tsunami posterior, o relatório assinala que não se pode descartar a hipótese de o reator 1 ter sido danificada pelo terremoto.

O relatório foi elaborado por dez intelectuais e analistas do setor privado, que entrevistaram 1.167 pessoas para esclarecer as causas da crise nuclear.

Entre os entrevistados estão ex-primeiro-ministro Naoto Kan, que renunciou em setembro precisamente devido às críticas a sua gestão da crise, e o ex-presidente honorário da Tepco Tsunehisa Katsumata.

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Os analistas afirmam que o acidente nuclear de Fukushima, que ficará ‘gravado na história’, surpreendeu as centrais atômicas japonesas sem as medidas de proteção adequadas, e lembra que a crise ‘não acabou’.

Cerca de 80 mil pessoas seguem sem poder voltar a suas casas em um raio de 20 quilômetros em torno da usina de Fukushima Daiichi por causa da radioatividade, enquanto no interior das instalações milhares de operários trabalham para evitar vazamentos e para retirar o combustível nuclear.

Calcula-se que a delicada operação de retirar o combustível dos reatores danificados e inutilizá-los pode levar quatro décadas. EFE

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