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Redes de fast food se expandem e miram o interior

Subway lidera o avanço do setor, com 340 inaugurações no ano passado; expectativa para 2014 é de pelo menos 360 novos pontos de venda

Por Da Redação 20 jan 2014, 11h56

O apetite do brasileiro pelo fast food é tão grande que mesmo redes estabelecidas no país há décadas, como o McDonald�s e o Bob�s, buscam acelerar sua expansão para ocupar espaços antes de �novatas� como a Subway e o Burger King. Enquanto o McDonald�s abriu um total de 178 pontos de venda em 2013 – 85 restaurantes e 93 quiosques de sorvetes -, o Bob�s diz ter inaugurado 140 unidades no país, mas não revela a proporção de quiosques e lanchonetes.

A disputa no mundo das refeições rápidas agora é pela conquista das cidades menores e também das periferias das principais capitais. Com lojas mais compactas, que exigem um investimento relativamente pequeno, a partir de 250 mil reais, o Subway tem liderado a expansão regional. Só no ano passado foram 340 inaugurações, para um total de 1.388 lojas em dezembro. Para 2014, as expectativas da empresa seguem fortes, com a meta de abrir pelo menos mais 360 pontos de venda.

Os pequenos municípios estão no radar da gerente nacional da Subway no Brasil, Roberta Damasceno. Com 14 agentes de desenvolvimento regional, a rede está apostando em pontos alternativos, como postos de gasolina e terminais rodoviários. “�Cabemos em espaços a partir de 40 metros quadrados. O planejamento é bastante agressivo. Nossa meta é chegar a 8 mil unidades em dez anos. Ainda faltam 7 mil�”, diz a executiva.

Modelo – Uma tendência forte entre as redes tradicionais são os quiosques. Tanto é assim que o McDonald�s abriu mais unidades deste tipo do que restaurantes de maior porte. Segundo fontes do mercado de food service, o apetite pelo formato mais compacto é consequência direta da margem mais alta do sorvete em comparação aos hambúrgueres. Ter uma operação de gelados consolidada é uma vantagem competitiva de Bob�s e McDonald�s, que são citados pelo mercado como os mais fortes deste segmento.

Segundo o sócio-diretor da área de food service da consultoria em varejo Gouvêa de Souza, Sergio Molinari, como o sorvete é um produto relativamente barato, acaba sendo uma opção de consumo para a classe C mesmo na época do mês em que o salário já acabou. “�A pessoa não vai fazer a conta para saber que aquele sorvete de 4 reais teve um custo total para a rede de 1 real”�, diz o especialista. �No mundo do fast food, o fator custo-benefício conta muito pouco. O que importa é caber no bolso.�

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Transporte – Diante de tanta expansão, aumenta a pressão sobre os operadores logísticos do setor. Hoje, sobraram três grandes concorrentes nesta área: Martin Brower (que atende Subway, Bob�s e McDonald�s), Fast&Food (Burger King e China in Box) e Comfrio (Outback e Starbucks). �A escala é fundamental, pois os custos de transporte são altos no Brasil�, diz José Augusto Santos, diretor comercial da Martin Brower. �Entre nossos clientes, o crescimento foi de mais de 500 lojas em 2013.�

Essa disputa acirrada já deixou vítimas. A Luft Food Service, que após anos de contrato perdeu um dos seus principais clientes, o Bob�s, foi vendida à rival Fast&Food. Procuradas, as empresas não retornaram o contato.

(com Estadão Conteúdo)

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