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Negociações de fusão entre Altria e Philip Morris terminam sem sucesso

Fusão poderia criar uma gigante do mercado de cigarros, avaliada em US$ 200 bilhões

Por da Redação - Atualizado em 26 set 2019, 12h48 - Publicado em 26 set 2019, 12h31

O Altria Group e a Philip Morris informaram na quarta-feira, 25, que encerraram as negociações de reunificação – as duas empresas se tornaram independentes há dez anos. Uma potencial união das fabricantes de cigarros foi anunciada no final de agosto. Caso se concretizasse, uma grande companhia surgiria no setor, avaliada em aproximadamente 200 bilhões de dólares.

“Embora acreditássemos que a criação de uma nova companhia tivesse potencial de criar sinergia de custos, não conseguimos chegar a um consenso”, afirmou o presidente da Altria, Howard Willard, em nota. A Philip Morris seguiu o mesmo tom em seu comunicado, afirmando que as duas companhias desejam focar, no momento, nos cigarros eletrônicos.

Um dos pontos de sinergia que as companhias buscavam com a fusão era justamente enfrentar a redução nas vendas de cigarros e se diversificar em um mercado que tem migrado para os cigarros eletrônicos e outros produtos não tradicionais.

O setor, no entanto, vive momento delicado. Seis mortes por uma doença respiratória misteriosa relacionada ao uso de cigarros eletrônicos já foram confirmadas nos Estados Unidos, o que fez com que as ações das empresas caíssem.

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Philip Morris e Altria se separaram em 2008, devido à pressão de investidores que buscavam maior parcela de lucros e dividendos. Porém, em 2017, a British American Tobacco, dona da Souza Cruz, pagou 49,4 bilhões de dólares para comprar a rival americana Reynolds, criando uma mega companhia de tabaco. O movimento ameaçou as duas concorrentes e incentivou as conversas de reunificação.

(Com AFP)

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