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Mercado financeiro tem dia calmo com ausência de notícias da Previdência

Dólar cai 0,5% influenciado pelo mercado externo, e Ibovespa tem leve alta de 0,2%; após anúncio da compra da Netshoes, ações do Magazine Luiza sobem 7%

Em dia calmo no mercado financeiro, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou o pregão aos 96.353,33 pontos, com pequena alta de 0,17% nesta terça-feira, 30. Já o dólar retomou os 3,92 reais, com queda de 0,49%. A ausência de novidades sobre a reforma da Previdência faz com que o mercado seja influenciado pelo cenário externo e por informações que seriam secundárias para o ambiente interno. No acumulado de abril, a bolsa teve valorização de 0,98%, e a moeda americana, de 0,19%.

O que precifica o mercado de ações e o de câmbio atualmente é o andamento da proposta das novas leis da aposentadoria, segundo a sócia-diretora da FB Wealth, Daniela Casabona. “Hoje o mercado ficou estático. As influências foram pequenas”, afirma Casabona.

No cenário interno, o Magazine Luiza anunciou na noite de segunda-feira, 29, o acordo para comprar a Netshoes por cerca de 62 milhões de dólares (cerca de 244 milhões de reais), as ações da varejista subiram 7,14% nesta terça-feira, dando forças ao índice.   

No cenário externo, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, convocou mobilizações populares nesta terça-feira e anunciou ter o apoio das principais unidades da Força Armada Nacional Bolivariana. O líder oposicionista desencadeou a possível queda do regime de Nicolás Maduro, a chamada, Operação Liberdade, possibilidade que agrada aos investidores. “O mercado global sente positividade com a oposição a Maduro estar se levantando”, afirma Casabona.  

Na China, o indicador econômico de manufatura do mês de maio foi publicado e recebido bem pelo mercado. “Apesar de estar abaixo do esperado, o valor segue acima da risca que mantém a boa expectativa de crescimento do país”, afirma Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. O indicador enfraquece o dólar, por mostrar positividade econômica, segundo Galhardo.