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Mercado financeiro projeta crescimento abaixo de 3% no ano

Economistas ouvidos pelo BC reduziram previsão de alta do PIB para 2,98%, mostra Focus

Por Da Redação - 20 maio 2013, 09h10

O mercado financeiro reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013 para 2,98%, segundo pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira. Trata-se da primeira vez neste ano em que os economistas projetam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 3%. Para 2014, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 3,5% pela 10ª semana consecutiva.

Apesar de o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ter mostrado, na semana passada, que a atividade econômica brasileira acelerou no primeiro trimestre, isso não foi suficiente para dissipar a percepção entre analistas de que a atividade permanecerá baixa ao longo do ano. O IBC-Br subiu 1,05% nos três primeiros meses do ano ante o último trimestre de 2012, quando o crescimento foi de 0,63%.

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É praticamente consenso entre os economistas que a economia brasileira vem mostrando fragilidade e dificuldade de imprimir recuperação mais sólida. Agora os analistas esperam a divulgação – em 29 de maio – dos dados sobre o PIB do primeiro trimestre.

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As perspectivas para a indústria, um dos pesos do PIB, também estão se deteriorando. A pesquisa Focus mostra que agora é esperado crescimento de 2,5% contra 2,53% no relatório anterior. Para 2014, a projeção também caiu, passando de 3,55% para 3,5% neste relatório.

Já para outro vilão do bolso do consumidor, a inflação, em evidência nos últimos meses, economistas mantiveram sua projeção em 5,8% para este ano – mais próximo do teto da meta do governo (6,5%) do que do centro (4,5%). Para 2014, a expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) finalize o ano também em 5,8%. Contudo, o Top 5, cinco instituições que mais acertam as projeções, elevou a estimativa para o IPCA neste ano para 5,87%, ante 5,81% anteriormente. Para 2014, a projeção foi mantida em 5,40%.

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No final da semana passada, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a autoridade monetária fará o que for necessário, e de forma tempestiva, para a inflação cair na segunda metade do ano. O mercado, com as declarações, passou a acreditar que o ciclo de aperto monetário iniciado em abril, com a elevação da Selic para 7,50%, pode ser mais intenso.

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No relatório Focus desta semana a perspectiva para a Selic permaneceu a mesma: economistas esperam que a taxa básica de juros encerre o ano em 8,25%. As atenções agora se voltam para a divulgação na quarta-feira dos dados de maio do IPCA-15, uma vez que o nível elevado de inflação continua sob os holofotes.

(com agência Reuters)

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