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Greve de caminhoneiro afeta distribuição de botijão de gás

Grevistas só estão permitindo transporte de GLP granel para abastecer serviços essenciais; botijões de 13 kg, 20 kg e 45 kg estão sendo barrados

As distribuidoras de gás de cozinha já estão começando a sentir os efeitos da greve dos caminhoneiros. Os botijões de 13 kg, 20 kg e 45 kg, que são comumente utilizados em residências e em estabelecimentos comerciais, estão sendo impedidos pelos grevistas de serem transportados às revendedoras, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o que pode afetar o fornecimento aos consumidores.

Apenas caminhões com Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) granel, que é transportado sem embalagens individuais, estão sendo autorizados a sair das bases para abastecer serviços essenciais, como hospitais, creches, escolas e presídios.

O Sindigás afirma que algumas praças ainda possuem um estoque mínimo de GLP e que, por ele ser armazenável, a maioria dos brasileiros ainda tem, em média, até 22 dias para usar o atual botijão, considerando que ele foi comprado antes da última segunda-feira, quando a distribuição começou a ser afetada com o início da greve.

O sindicato afirma que os botijões, cheios ou vazios, não estão sendo autorizados pelos bloqueios nem a sair nem a entrar nas distribuidoras. “O setor de GLP trabalha com uma logística reversa, na qual é imprescindível o retorno dos botijões vazios às bases para serem engarrafados”, diz a entidade, em nota.

“O Sindigás reitera que há gás nas bases. O problema no abastecimento deve-se às dificuldades de escoamento do produto pelas rodovias do país. É necessário que grevistas e as autoridades que atuam nesse momento de crise, como Polícia Rodoviária Federal, ANP, Exército, entre outros atores, compreendam que o GLP é um produto essencial para o bem-estar da população e que permitam o trânsito das carretas a granel e dos caminhões com os botijões, sejam vazios ou cheios.”