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Grécia precisará de outro pacote de ajuda, diz Alemanha

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, novo auxílio deve envolver somas inferiores ao resgate que vem sendo implementado desde 2010

Por Da Redação 20 ago 2013, 14h37

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, admitiu nesta terça-feira que a Grécia precisará de outro pacote de ajuda.

Embora tivesse levantado a possibilidade de nova ajuda aos gregos anteriormente, pela primeira vez o ministro alemão apresentou a situação como inevitável. “Tem de haver outro programa na Grécia”, afirmou em evento de campanha eleitoral no norte da Alemanha. Ele acrescentou, no entanto, que não haverá mais cortes na dívida de Atenas.

Em Atenas, uma autoridade do Ministério das Finanças grego disse à Reuters que um novo resgate se concentraria em cobrir uma esperada escassez de financiamento entre 2014 e 2016. “A Grécia e seus credores estão examinando diversas maneiras de cobrir qualquer déficit de financiamento que a Grécia enfrente nos próximos anos”, afirmou. As medidas incluem usar recursos restantes de algum programa de resgate bancário e dar apoio a dívidas previamente discutidas, disse o informante.

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Em Frankfurt, o Banco Central Europeu disse que Joerg Asmussen, membro do conselho executivo do BCE, visitará a Grécia na quarta-feira para discutir o progresso das reformas necessárias para garantir mais dinheiro de ajuda.

A Grécia obteve, em julho, uma ajuda de 5,8 bilhões de euros (7,75 bilhões de dólares) de seus credores internacionais – zona do euro, seus respectivos bancos centrais e o FMI. O país se prepara para receber mais 1 bilhão de euros em outubro, que serão liberados mediante a implementação de novas reformas.

Os credores internacionais vão retornar a Atenas a partir de outubro para saber se o governo precisa de outros recursos para atingir sua meta orçamentária para 2015-2016.

As sucessivas ajudas à Grécia foram motivo de desentendimentos entre o representante brasileiro no FMI, Paulo Nogueira Batista, e a direção do Fundo. O diretor se absteve em uma das votações que definia a liberação de mais uma tranche de resgate à Grécia, causando desconforto junto ao Ministério da Fazenda. Para acalmar a situação, o ministro Guido Mantega teve de ligar para a diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde, para reafirmar o apoio do país ao resgate grego.

(Com Reuters)

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