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Google diz que Android pode deixar de ser gratuito após multa da UE

Sundar Pichai, CEO da empresa, argumenta que aplicativos pré-instalados no sistema custeiam manutenção e atualização de plataforma

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jul 2018, 20h15 | Atualizado em 3 jul 2026, 23h24
Google diz que Android pode deixar de ser gratuito após multa da UE Priorizar nos meus resultados Google

Em resposta à multa de 4,34 bilhões de euros (19 bilhões de reais) dada pela União Europeia, o Google postou em seu blog nesta quarta-feira que a medida pode fazer com que o sistema Android deixe de ser gratuito por inviabilizar financeiramente suas operações.

A empresa foi acusada de fazer uso de práticas anticompetitivas ao forçar fabricantes de smartphones a adotarem o sistema e incluírem aplicativos e serviços da empresa em seus produtos.

“Até agora, não tivemos de cobrar dos fabricantes de telefones pela nossa tecnologia. Estamos preocupados que a decisão de hoje venha perturbar o equilíbrio cuidadoso que atingimos com o Android e que isso prejudique sistemas de plataforma aberta“, escreveu Sundar Pichai, CEO da empresa.

Segundo o executivo, é por meio dos aplicativos pré-instalados no sistema, como a Play Store, que o Google ganha dinheiro e custeia a manutenção e atualização do Android.

Ao contrário da Apple, que não permite que seu sistema iOS seja adaptado para dispositivos produzidos por outros fabricantes, o Google adota a estratégia de plataforma aberta e disponibiliza o Android para outras empresas.

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“Essas práticas [anticompetitivas] subtraem dos rivais a chance de inovar e competir de forma meritocrática. Elas negam aos consumidores europeus os benefícios da competitividade”, disse Margrethe Vestager, comissária de competitividade da UE.

Além da “ameaça” pelo fim da gratuidade do Android, o Google prometeu recorrer contra a multa da União Europeia e argumentou que o sistema Android ajudou a expandir a competição.

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