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Fed quer dar previsibilidade a redução dos estímulos monetários

Ata da última reunião do BC americano mostrou que autoridades também estão preocupadas em como manter os juros baixos por um período mais prolongado

Por Da Redação - 19 fev 2014, 18h58

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) quer de transmitir a ideia de previsibilidade à redução do programa de compra de ativos que, ao longo dos últimos anos, estimulou a economia americana. Segundo a autoridade monetária, o programa será reduzido de forma previsível, em passos de 10 bilhões de dólares, a menos que o desempenho econômico do país os surpreenda.

Divulgada nesta quarta, a ata da reunião de 28 e 29 de janeiro, a última sob o comando do ex-presidente Ben Bernanke, revelou que as autoridades estavam se aproximando de uma decisão sobre como ajustar a promessa de manter baixas as taxas de juros por algum tempo. Na reunião, o Fed decidiu fazer um segundo corte modesto em seu programa de compra de títulos, atualmente de 65 bilhões de dólares por mês, apesar da turbulência nos mercados emergentes provocada, em parte, pela retirada dos estímulos do BC norte-americano.

“Vários participantes argumentaram que, na ausência de mudança significativa no cenário econômico, deve haver uma posição clara a favor de continuar reduzindo o ritmo de compras em 10 bilhões de dólares a cada reunião (de política monetária)”, informou a ata divulgada nesta quarta-feira.

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Juros – Além do corte esperado na compra de títulos, o Fed não fez alterações em sua outra política básica, cumprindo a promessa de manter as taxas de juros baixas por algum tempo. O BC norte-americano prometeu manter as taxas de juros perto de zero depois que o desemprego no país, atualmente em 6,6%, caia para menos de 6,5%, especialmente se a inflação continuar abaixo da meta de 2%.

As autoridades do Fed, no entanto, disseram recentemente que esperam alterar essa orientação em breve, já que a taxa de desemprego está perto do patamar especificado para a mudança dos juros. A ata reforçou essa noção e levantou a possibilidade de que preocupações com a estabilidade financeira devem desempenhar um papel maior na decisão sobre quando apertar a política monetária.

“Vários participantes sugeriram que os riscos para a estabilidade financeira deveriam aparecer de forma mais explícita na lista de fatores que orientam as decisões sobre os juros, uma vez que o desemprego chegue ao patamar estabelecido”, afirmou a ata.

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(com agência Reuters)

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