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Dólar sobe pressionado por ajuste dos juros nos Estados Unidos

Mudança na taxa dos títulos do Tesouro norte-americano tem impacto na cotação da moeda, que no mês acumula valorização de 4,5%

O dólar fechou o pregão desta segunda-feira com valorização pressionado pela alta de juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A moeda americana subiu 1,17%, cotada a 3,45 reais, o maior patamar desde dezembro de 2016.

“Há uma tendência de elevação, que teve início em meados de março. No mês, a moeda aumentou 4,5% em relação ao real”, diz o analista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, ao lembrar que esse não é um movimento exclusivo da economia brasileira. México e China, por exemplo, também acumulam trajetória de alta superior a 4% no mês.

Para ele, além dos juros dos Estados Unidos, que ficarão perto de 3% ao ano – acima do esperado pelo mercado – o embate comercial entre China e EUA, o ataque à Síria e a questão eleitoral no Brasil contribuem para que o câmbio siga valorizado.

“O dólar está ganhando força com todos esses eventos e deve se fortalecer ainda mais nos próximos meses. O fato é que a expansão da moeda nesta segunda-feira não foi um fenômeno local, como vinha ocorrendo, mas reflexo de todo o cenário externo”, considera Marcos Mollica, sócio-gestor da Rosenberg Investimentos.

A bolsa brasileira, por sua vez, fechou o pregão desta segunda-feira estável, com valorização de 0,06%, para 85.602 pontos. A principal alta foi verificada nas ações do Kroton Educacional, gigante do setor de educação, que anunciou a compra do controle da Somos Educação por 4,566 bilhões de reais. Os papéis do grupo fecharam com expansão de 5,26%.

Na outra ponta, as ações da Hypera se desvalorizaram 5,60%, reflexo do processo de investigação envolvendo a delação premiada de um ex-executivo da empresa.