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Dólar segue influência externa e cai 0,30%, a R$ 3,25

No Brasil, moeda americana seguiu a tendência de enfraquecimento registrada também em outros mercados

O dólar permaneceu em baixa durante praticamente toda esta terça-feira, alinhado à tendência de enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional. Com o noticiário mais relevante concentrado no período da manhã, os negócios da tarde seguiram tranquilos, mas com liquidez reduzida e um leve movimento de recomposição de posições. A queda foi de 0,30%, a 3,25 reais.

A manhã foi marcada por um grande volume de notícias e indicadores econômicos com potencial para influenciar os negócios, além da volatilidade apresentada pelos preços do petróleo. As primeiras pressões de baixa sobre a moeda americana no exterior vieram com a valorização do iene, após o governo do Japão anunciar um pacote de estímulos fiscais no valor de 28 trilhões de ienes (274 bilhões de dólares), na tentativa de aquecer o mercado local. As medidas anunciadas, em suas condições e prazos, no entanto, frustraram as expectativas.

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As mínimas do dia foram alcançadas depois do resultado do índice de preços do PCE, nos Estados Unidos, que subiu 0,1% em junho em relação a maio e 0,9% na comparação anual. O dado, acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em sua análise para a política monetária, mostrou que a inflação ainda está longe da meta de 2%, o que em tese seria um impeditivo para a elevação de juros no país. A notícia reforçou a desvalorização da moeda americana.

Bovespa

A Bovespa deu continuidade nesta terça-feira ao movimento de realização de lucros iniciado no dia anterior e fechou em queda, acompanhando o pessimismo nos mercados acionários internacionais e a persistente desvalorização do petróleo. O recuo do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, foi de 1,05%, para 56.162 pontos.

Logo no começo do dia, os investidores já foram frustrados pelo pacote de estímulo econômico do Japão, que veio aquém do esperado. Mas o mau humor se consolidou de vez no início da tarde, quando os contratos futuros do petróleo, que antes tentavam uma recuperação, firmaram-se em território negativo, ampliando as perdas para a casa dos 2% em Nova York.

(Com Estadão Conteúdo)