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Dilma prepara pacote para reconquistar o empresariado

Medidas serão divulgadas em encontro do Fórum Nacional da Indústria, em Brasília. Perda do otimismo do setor produtivo é vista pela equipe de Dilma como um dos maiores entraves à reeleição

Por Gabriel Castro, de Brasília
17 jun 2014, 12h37

As vésperas do início da campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff vai anunciar nesta quarta-feira um pacote de incentivos à indústria, numa tentativa de se reaproximar com o setor produtivo. As medidas serão divulgadas em um encontro do Fórum Nacional da Indústria, em Brasília.

O anúncio é uma resposta às sugestões apresentadas em 22 de maio por empresários em outro encontro com Dilma, no Palácio do Planalto. Entre os pleitos que devem ser atendidos estão a extensão do prazo para o pagamento de tributos e a elaboração de um plano para reformar pontos da legislação trabalhista. Os representantes do setor produtivo também pediram à presidente a volta do Reintegra, programa que possibilitava a devolução de tributos para exportadores de produtos industrializados.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta terça-feira o anúncio do pacote, mas não deu detalhes sobre as medidas: “Vão ser anunciadas amanhã. Não posso adiantar nada. Ainda estamos elaborando”, disse ele. No fim de maio, o governo já havia anunciado a desoneração permanente da folha de pagamento para 56 setores, inclusive o automotivo e o da construção civil. O impacto da medida foi de 21,6 bilhões de reais.

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Afago – O encontro desta quarta será o terceiro em menos de um mês apenas com a indústria. A presidente vem tem realizando uma série de reuniões com o setor produtivo para acalmar os ânimos do empresários e tentar retomar a confiança do setor. A perda do otimismo do setor produtivo é vista pela equipe de Dilma como um dos maiores entraves à reeleição da presidente.

Contudo, as bondades de Dilma não se limitam apenas ao setor industrial. No final de maio, o Ministério da Agricultura confirmou que o Plano Safra 2014/15 terá 156,1 bilhões de reais em créditos para o agronegócio brasileiro, aumento de 14,7% em relação ao ano anterior (136 bilhões de reais). Com a ajuda à agricultura empresarial, Dilma tenta atrair também o agronegócio para sua campanha à reeleição. A reaproximação da presidente com o agronegócio está sendo conduzida com apoio da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), atual presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A ideia é romper a resistência do setor, com quem Dilma manteve boa relação em 2010, quando foi eleita.

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Finanças – Além do setor produtivo, o Ministério da Fazenda anunciou na segunda-feira medidas de estímulos para o setor financeiro. Nesse caso, o foco eram os pequenos e médios empreendedores. A principal novidade foi a isenção do Imposto de Renda sobre ganhos de capital para as empresas que tenham valor de mercado menor do que 700 milhões de reais e receita bruta inferior a 500 milhões de reais. Hoje, o imposto cobrado é de 15%.

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(com Estadão Conteúdo)

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