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Coronavírus: venda de álcool em gel dispara e é 10 vezes maior que em 2019

Comparação é entre os meses de fevereiro de 2020 e do ano passado; higienização das mãos é uma das principais medidas para evitar contaminação

Por Larissa Quintino Atualizado em 3 mar 2020, 10h42 - Publicado em 3 mar 2020, 10h39

A preocupação com a epidemia global do novo coronavírus (Covid-19) fez disparar as vendas de álcool em gel em fevereiro. Segundo a Companhia Nacional de Álcool (CNA), dona de quatro fabricantes de álcool, as vendas cresceram dez vezes em fevereiro se comparado com o mesmo período do ano passado. A unidade mais vendida, o frasco de 400 gramas, vendeu mais de um milhão de unidades em fevereiro.

Atualmente, o álcool em gel para as mãos representa de 5% a 10% do faturamento da CNA, porém, com o aumento da demanda para o enfrentamento da doença, o produto pode aumentar sua participação para até 25% do faturamento.

Para dar conta da demanda, a companhia que controla as marcas Coperalcool, Zulu, Zumbi e Da Ilha, afirma que aumentará a produção, tendo subido em 10% o número de funcionários do segundo turno da fábrica. A expectativa da fabricante é que a procura pelo produto suba ainda mais devido aos dois casos da doença confirmados no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, há 433 outros casos suspeitos.

  • A higienização das mãos é uma das medidas mais importantes para evitar a propagação da doença. Em entrevista a VEJA, o infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, Celso Granato, informou que a água com sabão segue como uma combinação eficaz para manter-se prevenido. “O ideal é lavar as mãos a cada duas ou três horas“, explicou o especialista. Caso a pessoa frequente algum local onde haja aglomerações (ônibus e metrô, por exemplo), a orientação é que a higienização seja feita imediatamente.

    No caso do álcool em gel, o produto que mata de fato os vírus Sars-Cov 2019 é o modelo 70%. Preferencialmente, aquele desenvolvido para uso nas mãos. Os álcoois utilizados para limpeza geral não têm a mesma ação ou eficácia, apenas ressecam a parte exterior do vírus (e a pele das mãos).

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