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Copom: efeitos do aperto monetário ainda serão sentidos

Inflação ainda preocupa o Banco Central, segundo ata do Copom

Por Da Redação - 10 abr 2014, 09h44

O Banco Central reforça que a política monetária deve permanecer “vigilante” – mesmo retirando de sua ata da última reunião a palavra “especialmente”. A ata da reunião do do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira, reafirma que uma fatia importante dos efeitos do atual ciclo de aperto monetário para combater a inflação “ainda está por se materializar”. O recado vem no dia seguinte à divulgação da inflação oficial: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 6,15% em 12 meses, muito próximo ao teto da meta oficial, de 6,5%. Após a notícia, as autoridades do governo saíram em defesa da tese de que o aumento de preços é “temporário”.

A inflação galopante está preocupando todo o mercado, ainda mais porque o Brasil vive um momento de baixo ritmo de crescimento. Segundo a própria ata do BC, a inflação ainda mostra resistência, “ligeiramente acima daquela que se antecipava”. Dentre as influências negativas estão a taxa de câmbio, os mecanismos formais e informais de indexação e a percepção dos agentes econômicos sobre a dinâmica da inflação. Na semana passada o colegiado elevou a Selic, a taxa básica de juros, em 0,25 ponto porcentual, para 11% ao ano.

“Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do Comitê, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido. Dessa forma, o Copom entende ser apropriado ajustar as condições monetárias”, afirmou na ata.

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Sem deixar muito claro se o impacto que ainda estará por vir do ciclo de aperto monetário será suficiente para conter o aumento de preços, o BC disse apenas que vai monitorar a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião, em maio, para “então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

Além disso, argumentou que as decisões futuras serão definidas “com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas”, trouxe o documento.

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(com agência Reuters)

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