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Balança comercial tem seu melhor saldo para julho desde 2006

Saldo de 4,6 bilhões de dólares é resultado de 11,75 bilhões de dólares em importações e 16,33 bilhões de exportações

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 21h48 - Publicado em 1 ago 2016, 17h47

A balança comercial brasileira teve superávit de 4,578 bilhões de dólares em julho, melhor resultado para o mês desde 2006, dando sequência à melhora nas trocas comerciais que vem sendo alavancada pela recessão econômica. O resultado, entretanto, veio abaixo da expectativa de saldo positivo em 4,95 bilhões de dólares para o mês passado, apontado em pesquisa Reuters.

Com o dólar num patamar mais alto e diante da debilidade da atividade, as importações vêm caindo em ritmo acentuado, enquanto as exportações têm recuado bem menos.Em julho, as importações sofreram declínio de 20,3% sobre um ano antes pela média diária, somando 11,752 bilhões de dólares no mês, conforme divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira. Por sua vez, as exportações caíram 3,5% pelo mesmo critério, alcançando 16,331 bilhões de dólares no último mês. Com isso, nos sete primeiros meses do ano o superávit da balança comercial alcançou 28,230 bilhões de dólares, o maior para o período da série histórica iniciada em 1989.

Para 2016, a expectativa do Banco Central é de que a balança fique positiva em 50 bilhões de dólares. Já o ministério estimou que o saldo ficará no azul entre 45 a 50 bilhões de dólares. Em julho, as exportações cresceram na comparação anual em semimanufaturados (+10,1%), com destaque para açúcar em bruto (+58,4%), e na categoria de manufaturados (+7,3%), beneficiadas, neste caso, pela venda de plataforma para extração de petróleo.

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Já os embarques de básicos recuaram 14,7%, afetados pela menor exportação de soja em grão e minério de ferro. Segundo o ministério, as importações caíram em todas as categorias. A queda foi de 40,7% em combustíveis e lubrificantes, 29,8% em bens de consumo, 21,2% em bens de capital e 13,5% em bens intermediários.

(Com Reuters)

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