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Acionistas da Sete Brasil decidem pedir recuperação judicial da empresa

Processo deve ser aberto já na próxima semana. Depois disso, empresa terá 60 dias para apresentar uma proposta aos credores e acionistas

Por Da Redação
21 abr 2016, 08h41

Após dois anos à espera de um acordo com a Petrobras e com dívidas de 14 bilhões de reais, a Sete Brasil vai entrar com pedido de recuperação judicial. A decisão ocorreu em assembleia de acionistas realizada ontem no Rio, onde o processo será aberto já na próxima semana. Depois de oficializar o pedido de recuperação, a empresa terá 60 dias para apresentar uma proposta aos credores e acionistas.

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BTG, Funcef e Previ reconhecem perda de R$ 2,6 bilhões com Sete Brasil

Em discussão desde dezembro do último ano, a opção pelo pedido de recuperação judicial só foi tomada após a mudança no voto da Petros, o fundo de pensão dos trabalhadores da Petrobrás. Entre os grandes acionistas, o fundo dos petroleiros era o único acionista a resistir à recuperação, por orientação da própria estatal. Investidores como BTG, Funcef e Previ já reconheceram oficialmente perdas de 2,6 bilhões de reais com a empresa, e pressionavam pela recuperação judicial.

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A Petrobras ajudou a criar a Sete Brasil em 2008 para gerir a maior frota de perfuração em águas profundas do mundo, com 89 bilhões de dólares em encomendas prometidas. Mas a Petrobras precisa assinar o contrato, que está em discussão há dois anos.

A estatal queria fazer uma proposta reformulada, bem menor, após ter sido alvo das investigações da operação Lava Jato. O escândalo fechou o mercado de crédito de longo prazo para a Sete Brasil, levando grandes bancos do país a adiar para maio o vencimento de mais de 14 bilhões de reais em empréstimos obtidos pela empresa.

Um eventual colapso da Sete Brasil poria em risco mais de 800 mil empregos diretos na construção naval, provocando quase 40 bilhões de reais em perdas, segundo estimativas da indústria.

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A recuperação da empresa será conduzida pelo escritório de advocacia Sérgio Bermudes, além da consultoria Alvarez & Marsal, que já atuava dentro da Sete Brasil, na análise de propostas para reestruturação do contrato com a Petrobrás desde fevereiro. A previsão dos sócios da empresa é de que o processo seja aberto em uma Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro na próxima semana.

Em nota, a Petros afirmou que, por entender que seria uma boa solução para a empresa e todos os acionistas, estava aguardando um acordo entre Petrobras e Sete Brasil e que, desde a última assembleia, em 8 de abril, houve evolução nas negociações. “No entanto, não se chegou a um acordo efetivo”, diz a nota. “Diante disso, a Fundação entendeu que, neste momento, a recuperação judicial seria, então, a melhor saída para a Sete Brasil. A Petros reitera que todas as decisões sobre Sete Brasil foram tomadas de forma autônoma, com base nas informações que tinha e depois de ampla análise do corpo técnico da Fundação”, diz o comunicado.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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