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SWU, um desafio para o pop do Duran Duran

Pouco acostumado a tocar em festivais, grupo britânico vem concentrado em fazer música, e não em dar lições de moral ecológicas

Por Raissa Pascoal 12 nov 2011, 10h11

Neste domingo, o grupo britânico de pop Duran Duran se apresentará no SWU, em Paulínia (SP). A banda, formada em Birmingham em 1978, não se considera um grupo de tocar em festival, mas tem boas expectativas para o show no Brasil. “Tocamos em um festival na Califórnia no começo do ano e foi uma ótima experiência. Esperamos algo semelhante no SWU”, disse John Taylor, baixista da banda. Quanto ao fato de o evento ter como slogan a sustentabilidade, Taylor avisa que seu negócio é música. “Eu não estou aqui para dizer às pessoas como se comportar.”

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Banda famosa por hits como Rio e Save a Prayer, Duran Duran voltou a investir em inéditas no ano passado, com o álbum All You Need Is Now. A música Girl Panic rendeu um clipe de puro glamour com figurino Dolce & Gabanna e a participação de cinco tops, entre elas Naomi Campbell, Cindy Crawford e a esposa do vocalista, Yasmin Le Bon.

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No SWU, o Duran Duran é uma das atrações do palco principal do segundo dia do evento, ao lado do cantor britânico Peter Gabriel, ex-vocalista do Genesis, e do grupo de rock americano Lynyrd Skynyrd. Em entrevista ao site de VEJA, o baixista John Taylor falou sobre o novo álbum da banda, a relação com o público e o que espera do show no Brasil neste fim de semana.

O que o álbum All You Need Is Love representa para a carreira do Duran Duran? O álbum, por si só, mostra que a banda está indo em frente. É um trabalho difícil, desafiador. Nós fomos muito sortudos de ter Mark Ronson como produtor desse álbum. Ele empregou bastante energia neste projeto e isso foi definitivamente muito encorajador. Junto com ele fizemos nossas melhores músicas em muito tempo.

Qual o papel da internet na divulgação do trabalho da banda e da sua relação com o público? A première do vídeo Girl Panic foi pela internet. É interessante, porque você não pode controlar o que acontece. Você coloca lá e cai no domínio público. Qualquer pessoa pode ver a qualquer hora e enquanto as pessoas estão escutando seu trabalho, você tem uma relação com o público. Não importa o que você esteja fazendo, seja uma música nova, um clipe ou uma performance, se público está feliz e estimulado, você tem uma carreira bem sucedida.

Pela terceira vez no Brasil, o que a banda espera do público? Fizemos dois shows da última vez que viemos a São Paulo, em 2008. O público é fantástico, saímos com uma ótima sensação. Estamos muito felizes de voltar ao Brasil em tocar nesse festival, apesar de não sermos uma banda de tocar muito em festival. Tocamos em um na Califórnia no começo do ano e foi uma ótima experiência. Esperamos ter uma experiência semelhante no domingo.

O mote do SWU é a sustentabilidade. O tema é importante para o senhor? Eu tento ser o mais verde que eu posso, tento ser um ser humano melhor hoje do que era ontem. Mas sei o quanto é difícil mudar. Eu não estou aqui para dizer às pessoas como se comportar. Porém, fico feliz que a organização tenha essa filosofia e que o espetáculo não seja só por dinheiro.

Quem o senhor espera ver no festival? Eu espero ver Kanye West. Nunca o vi antes e acho que ele é um dos artistas mais interessantes do planeta.

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