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Steve Carell: “A vida real é engraçada”

O ator de 63 anos fala sobre a descoberta do humor em sua vida, os desafios de manter-se atual e por que uniu o riso ao drama em sua nova série, Rooster

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 mar 2026, 08h00 •
  • O senhor está no ar em Rooster, da HBO Max, mas faz o público rir há décadas com sucessos como The Office. Como descobriu sua veia humorística? Eu tenho 63 anos e faço as pessoas rirem há pelo menos sessenta. Quando criança, eu fazia coisas bem estúpidas para arrancar risadas da minha família. Uma vez, cheguei vestido de alienígena para o jantar e ninguém questionou nada. Eles nem piscaram, porque esse era o tipo de coisa que eu fazia para arrancar alguma reação. Encaro minha carreira da mesma forma.

    Na nova série o senhor vive um escritor popular mas bastante criticado, que tenta estreitar os laços com a filha enquanto ela navega por uma crise na vida pessoal. Sua experiência como pai ajudou nesse processo? Na verdade, o fato de ser algo tão pessoal foi um desafio. Eu já vivi outros pais antes, então não é uma novidade. Mas a série me desafiou a acessar o relacionamento com a minha própria filha, porque a ideia era mostrar como as conexões mudam à medida que os filhos crescem. Obviamente, eu não sou meu personagem, mas, quando vivemos nas telas algo próximo da nossa vida, fica mais difícil se abrir para a experiência. Afinal, existem certas coisas que você prefere continuar ignorando no relacionamento com os filhos. Então, foi uma experiência desafiadora, mas também divertida de analisar.

    O senhor transita muito bem entre comédia e drama, e a união desses dois mundos está cada vez mais em alta nas produções atuais. Como equilibra isso nas telas? Acho que tudo isso vem do mesmo lugar. Os personagens não sabem se estão em uma comédia ou em um drama. Eles estão vivendo a vida e, vez ou outra, as coisas acontecem de forma engraçada. Tento retratar o cotidiano de forma realista, porque acho que isso ajuda a imprimir impacto tanto nas partes divertidas quanto nos arcos dramáticos.

    Então essa mistura é um reflexo da realidade? Sim, e é muito interessante porque isso acontece o tempo todo. Às vezes, as coisas estão muito sérias e sombrias, até que alguém faz uma piada e alivia o clima. O contrário também acontece: você está se divertindo muito e, de repente, recebe uma notícia devastadora que faz todos darem um passo atrás para se recompor.

    E qual é o segredo para seguir afiado e cativando o público mesmo depois de tanto tempo? Eu parto do roteiro e expando o trabalho daí, buscando nuances, sutilezas e também elementos de comédia pastelão. Mas eu gosto de coisas verossímeis, porque é isso que me faz rir. Por mais versátil que um ator seja, prefiro acreditar que o nosso comportamento ainda está, de alguma forma, fundamentado na realidade, porque a vida real é o que há de mais engraçado para mim.

    Publicado em VEJA de 13 de março de 2026, edição nº 2986

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