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Polêmica da final do ‘MasterChef’ chega à imprensa internacional

Dayse Paparoto venceu a competição culinária depois de enfrentar a fúria de vários oponentes homens

Por Da redação
16 dez 2016, 15h14 • Atualizado em 4 jun 2024, 18h22
  • Um dos assuntos mais comentados da semana foi a final do MasterChef Profissionais, na terça-feira, vencida pela cozinheira Dayse Paparoto. A competidora enfrentou diversos casos de machismo por parte dos seus oponentes homens, mas mostrou que apesar de ser desvalorizada pelos colegas se consagrou campeã. Os casos de machismo que muitos espectadores enxergaram tomaram uma proporção maior do que a cozinha, e chegaram até ao jornal britânico The Guardian, que abordou o assunto em uma entrevista com a vencedora, publicada nesta sexta-feira.

    A publicação britânica destacou principalmente as ações de Ivo Lopes, ex chefe de Dayse,  que chegou a mandá-la varrer o chão durante a competição. Em certo momento, o cozinheiro declarou que “trabalhar com mulher na cozinha é delicado”. O The Guardian também frisou a manifestação do público nas redes sociais, que criticaram fortemente a opressão que a campeã sofreu no programa.

    Na entrevista à publicação, Dayse contou que não se enxerga como feminista. “Eu acho que existe machismo em qualquer lugar do mundo, não apenas no Brasil, na cozinha, no escritório. Está em todo lugar”, declarou. “Não é uma profissão fácil. Você tem que lidar com muita pressão”, completou.

    O The Guardian também lembrou que aconteceu durante o MasterChef Júnior, exibido em 2015, quando uma participante de 12 anos de idade foi vítima de assédio em comentários nas redes sociais.

    Em entrevista a VEJA, Dayse contou que já levou um tapa na cara de um ex-chefe, e que o ambiente na cozinha é muito duro. “É quente, machuca, é pesado. Por isso que os homens se destacam mais. As mulheres não podem ser mulherzinhas, ter mimi. É um ambiente masculino por esse motivo. Ela precisa ser tão forte quanto os homens. Precisa ser ogra, durona”, afirmou.

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    Porém, Dayse afirmou que enfrenta situações de opressão há anos, mesmo não tendo visto machismo no programa. “O público se doeu mais do que eu. Isso é uma coisa que a gente enfrenta na cozinha faz tempo. Eu já estou bem calejada. Fui aprendendo a ser cada vez mais forte”, completa.

    Marcelo, o rival de Dayse na final, e que também foi acusado de machismo pelos telespectadores, contou a VEJA que as feministas gostam de se vitimizar. “Eu não vi machismo em nenhuma colocação minha. Talvez outros participantes tenham sido, mas eu não. Eu apenas tive uma escolha de querer favorecer um amigo na competição, que era o Dário. A escolha que eu fiz na prova da carne, de passar uma carne difícil para a Dayse, foi criticada pelas feministas, mas isso só fez com que elas se sentissem inferiorizadas, porque faz parecer que mulher é fraca e não aguenta um desafio maior. A carne eu escolhi porque eu queria derrubar um adversário, independentemente de ser homem ou mulher. As mulheres que estão falando que eu fui machista é que são machistas, porque elas estão se fazendo de vítimas, de coitadinhas. E, infelizmente, brasileiro adora um pobre coitado”, disse.

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