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Paul McCartney fará show no estádio do Mineirão em maio

Apresentação do ex-beatle foi anunciada pelo secretário da Copa do Mundo em Minas Gerais, Tiago Lacerda

Por Da Redação - 6 mar 2013, 19h05

Segundo o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo em Minas Gerais, Tiago Lacerda, o músico Paul McCartney se apresentará no dia 3 de maio no Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

“Confirmado! 1º show da nova turnê de Paul McCartney, dia 03/05 no Mineirão. #PaulVemFalarUai”, escreveu o secretário em sua conta no Twitter.

Procurada pela redação, a produtora Nó de Rosa, que deve ser a responsável pela produção do espetáculo, preferiu não dar detalhes oficiais sobre a vinda do cantor, mas confirmou que as negociações estão acontecendo esta semana e que o perfil do Twitter em questão é mesmo de Tiago Lacerda. Também está em negociação uma apresentação de Paul em Fortaleza, no Ceará, ainda sem data definida.

Se de fato ocorrerem, os espetáculos serão parte da turnê On The Run, que passou pelo Brasil no começo de 2012 em Recife e Florianópolis – e não parte de uma nova turnê, como disse Lacerda no Twitter.

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Este será o quarto ano consecutivo em que o ex-beatle toca em solos brasileiros. No total, desde 2009 foram oito apresentações nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife e Florianópolis.

Relembre abaixo alguns sucessos de Paul McCartney.

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Yesterday (1965)

Lançada no álbum Help!, a música fala sobre um rompimento. Foi a primeira música dos Beatles cantada e tocada somente por um dos membros da banda. McCartney gravou acompanhado apenas de um quarteto de cordas. A autoria da canção já gerou várias disputas ao longo dos anos e, em 2000, McCartney pediu a Yoko Ono que mudasse o crédito no disco The Beatles Anthology, mas ela se negou.

Eleanor Rigby (1966)

Aqui, McCartney canta sobre a solidão, em uma de suas letras mais aclamadas. Lançada no álbum Revolver, é também uma das primeiras músicas menos pop e mais experimentais lançadas pelos Beatles.

Michelle (1967)

Um dos muitos exemplos de parceria Lennon-McCartney nos quais Lennon dava apenas alguma pequena contribuição, aqui, a letra é toda de McCartney, exceto a parte “I love you, I love you, I love you”. Como metade da letra é em francês, McCartney também contou com a ajuda de um professor nativo para escrevê-la. Foi lançada no disco Rubber Soul e ganhou o Grammy de música do ano.

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)

Escrita por McCartney, a canção aparece duas vezes no disco de mesmo nome. Primeiro, como faixa de abertura, quando serve para apresentar a banda ficcional que os Beatles interpretam, e depois, como penúltima música (Reprise).

Back in the U.S.S.R. (1968)

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É a faixa que abre o disco The Beatles, mais conhecido como White Album (álbum branco). Durante os anos 1960, os Beatles foram proibidos de se apresentarem na União Soviética (USSR) por serem considerados a representação da cultura ocidental. Em entrevistas, McCartney já disse que, quando ouvia os Beach Boys, sabia que aquele era o som da Califórnia. Como não sabia nada sobre a União Soviética, decidiu escrever uma música que soasse como aquela “terra misteriosa”. A primeira vez que a música foi apresentada por ele em Moscou, na Praça Vermelha, foi em 2003, quando o ex-beatle levou a multidão à loucura.

https://youtube.com/watch?v=aMfkVGCU_BA

Helter Skelter (1968)

Durante sua carreira, McCartney sempre foi muito criticado por somente escrever baladas e canções de amor. Helter Skelter surgiu como uma tentativa de fazer a música mais alta e com som sujo que ele pudesse. Deu tão certo, que hoje em dia a música é considerada precursora do heavy metal. A faixa também faz parte do White Album.

https://youtube.com/watch?v=wM0IDLAntVM

Hey Jude (1968)

A música foi escrita por McCartney durante uma viagem de carro à casa da ex-mulher de Lennon, Cynthia Powell. O casal havia acabado de se separar, e Macca queria confortar o filho deles, Julian. Então, escreveu Hey Jules, que viraria Hey Jude mais tarde. Na época de seu lançamento, a música (que tem sete minutos) se tornou a mais longa a entrar para o topo das paradas britânicas.

Blackbird (1968)

Tema que voltaria a se repetir durante a carreira do ex-beatle, a música fala sobre as questões raciais que afloravam nos Estados Unidos na época. Integra o White Album.

O medley de Abbey Road (1969)

Uma das mais conhecidas sequências musicais da história, o medley que fecha o disco Abbey Road é composto por Golden Slumbers, Carry That Weight e The End. Uma curiosidade sobre Carry That Weight é que, embora tenha sido escrita por McCartney, a música contém vocais dos quatro Beatles (uma raridade nas canções deles). 

Embora não integre oficialmente o medley, a música Her Majesty é a última música do disco (aparece 14 segundos após o fim de The End) e também tem uma história curiosa. Composta primeiramente para ser a sequência da música Mean Mr. Mustard, a faixa foi deixada de lado por McCartney, que não gostou da versão final. No entanto, o engenheiro de som da banda, John Kurlander, decidiu não jogá-la fora e guardou-a no fim da fita. Quando Macca ouviu o resultado, gostou e acabou deixando.

Let It Be (1970)

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Parte do disco de mesmo nome, foi o último single lançado pelos Beatles antes do fim da banda. Na época do lançamento, John Lennon já havia anunciado sua saída do grupo. McCartney conta que ele teve a ideia da música após sonhar com sua mãe, Mary. A música ganhou um Oscar de canção original como parte do documentário Let It Be.

Maybe I’m Amazed (1970)

Foi o primeiro single lançado por McCartney após sua saída dos Beatles, mas escrita por ele ainda na época da banda. Integra o disco McCartney.

Live and Let Die (1973)

Composta por encomenda para o filme de James Bond que leva o mesmo nome, é uma das músicas mais bem sucedidas de McCartney na época do Wings e a primeira música-tema dos filmes do agente 007 a virarem hit. Já foi regravada por várias bandas, mas a versão mais conhecida é a do Guns N’ Roses.

Band on the Run (1974)

Lançada no terceiro álbum de McCartney com o Wings, que leva o mesmo nome, a música é uma das mais conhecidas da banda.

Silly Love Songs (1976)

Escrita por Paul e sua mulher, Linda, a música faz parte do disco Wings at the Speed of Sound. Assim como foi com Helter Skelter, McCartney escreveu a música em resposta aos críticos que diziam que ele só escrevia “canções bobas de amor” (“silly love songs”, em inglês)

Say Say Say (1983)

Escrita e cantada por Paul McCartney e Michael Jackson, a música faz parte do disco Pipes of Peace, de Macca, e é uma retribuição de Jackson pelo ex-beatle ter cantado a música The Girl Is Mine no disco Thriller, lançado um ano antes.

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